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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

ENCERRAMENTO DA EBD TERCEIRO TRIMESTRE


Aula 13 – SOBRE A FAMILIA E A SUA NATUREZA


3ª Trimestre/2017

Texto Base: Gênesis 2:18-24

"Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne" (Gn.2:24).

 INTRODUÇÃO

Nesta Aula trataremos da Família e a sua natureza, e aqui concluímos o trimestre letivo. A família é instituição criada por Deus. Antes de fundar a Igreja, Deus instituiu a família, por meio do casamento entre um homem e uma mulher (Gn.2:24). No salmo 128, encontramos o valor da família no plano de Deus: “Bem-aventurado aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos! A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos, como plantas de oliveira, à roda da tua mesa. Eis que assim será abençoado o homem que teme ao SENHOR!” (Sl.128:1,3,4). Estas são promessas de Deus para a família que nele crê, teme-o e lhe obedece. Deus disse a Abraão: “E abençoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn.12:3). Deus deseja que, em cada lar, haja um ambiente espiritual que honre e glorifique o seu nome. O amor de Deus pela humanidade faz com que Ele veja todas as famílias da terra como alvo de sua bênção, pois todos os homens a Ele pertencem (Sl.24:1). Porém, só podem desfrutar do favor de Deus as famílias que se sujeitam a obedecer à sua Palavra. Nestes últimos dias da Igreja na Terra, o espírito do Anticristo tem dominado a mente do homem, a tal ponto de promover verdadeira subversão dos valores morais, que se fundamentam na Palavra de Deus. Uniões abomináveis de pessoas do mesmo sexo têm sido aprovadas por lei, como se fossem famílias, em aberta afronta à Lei de Deus. A Igreja precisa ardentemente preservar os valores morais constituídas por Deus para a família, pois são inegociáveis. Se os pilares morais que formam e sustentam a família forem destruídos, a sociedade se extinguirá, e, por conseguinte, a Igreja terá suas estruturas abaladas. A família é a base de nossa vivência, dela nascemos e dela dependemos na maior parte da existência. Isso é plano de Deus.

I. A ORIGEM

A origem da família remonta à criação do homem e da mulher como a base da formação familiar.

1. O Homem e a Mulher. O Espírito Santo, ao inspirar Moisés, quando este escrevia o Livro de Gênesis, foi criterioso ao declarar que Deus criou macho e fêmea – “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou “(Gn.1:27). Segundo o Pr. Esequias Soares, a palavra hebraica usada para "homem" neste texto é adam, que serve tanto para o nome do primeiro homem que Deus criou, como também para "homem" no sentido de representante do ser humano, semelhantemente à palavra grega anthropos. A expressão final, "macho e fêmea os criou", mostra que adam, nesse versículo, diz respeito ao ser humano. Isso revela a igualdade de ambos, macho e fêmea, homem e mulher, como portadores da imagem de Deus; a diferença está na sexualidade (1Pd.3:7).

Como se vê, em Gênesis 1:27, o “macho” é chamado de “Homem”; a “fêmea” é chamada de “Mulher”. O macho, o Homem, é chamado de um ser do sexo masculino; a fêmea, a Mulher, é chamada de um ser do sexo feminino. Para a Bíblia existem, apenas, dois tipos de sexo: ou a criatura é Homem, ou, então, é Mulher. Não existe a “coluna do meio”. Um homem e uma mulher, biblicamente, formam um casal. Ao reunir esse casal, Deus instituiu o que chamamos hoje de casamento; e, conforme afirma o apóstolo Paulo, o homem e mulher, são mutuamente dependentes (1Co.11:11).

Portanto, a primeira Família, formada pelo próprio Deus, teve como princípio a formação de um casal, ou seja, Deus uniu, com a sua bênção, um homem e uma mulher – “E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a”(Gn.1:28). Estava, assim, realizado, pelo próprio Deus, o primeiro casamento, e determinado uma de suas principais funções: a perpetuação da raça humana através da geração de filhos. Portanto, segundo o plano de Deus, o modelo para formação de uma Família é a união de um casal, de um homem e de uma mulher, ou seja, de um macho e de uma fêmea - “Portanto deixará o varão o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne”(Gn.2:24). Qualquer tentativa de formar uma Família contrariando este princípio estabelecido por Deus é contrária à Bíblia Sagrada. O Senhor Jesus Cristo fez questão de confirmar este princípio declarando: “Porém, desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea. Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher. E serão os dois uma só carne; e assim já não serão dois mas uma só carne”(Mc.10:6-8). Portanto, pelo casamento entre um homem e uma mulher, forma-se uma Família. Essa Família poderá, ou não, ter filhos.

2. A formação da Mulher. Para ser companheira do homem, Deus criou uma mulher – “E disse o Senhor Deus: não é bom que o homem esteja só: far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele. Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma de suas costelas, e cerrou a carne em seu lugar. E da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou uma mulher; e trouxe-a a Adão”(Gn.2:18,22).  Esta foi a decisão de Deus para suprir a carência afetiva e física do homem. Qualquer desvio deste princípio contraria a decisão de Deus, e constitui pecado. Observemos a simplicidade da declaração bíblica, ao dizer: “formou uma mulher”. Esta mulher foi formada como resultado da decisão de Deus de que não era bom que o homem estivesse só. Assim, biblicamente, para ser companheira do homem, Deus formou uma mulher.

II. A FAMÍLIA

A Família está inserida dentro de um contexto social, e, portanto, sujeita a mudanças. Porém, os princípios divinos para as Famílias são eternos e imutáveis (Mt.24:35).

1. Conceito de família entre os antigos hebreus. Entre os antigos hebreus o modelo familiar apresentava aspectos variáveis. Vejamos, sucintamente, alguns modelos que a Bíblia apresenta:

a) Família patriarcal.  Neste modelo, a figura do pai (pater) tinha um papel bem definido, como sendo o líder do grupo familiar inconteste, em todos os sentidos. Na família patriarcal, quase sempre não era observado o princípio da monogamia, estabelecido por Deus no Éden, quando o homem deixaria pai e mãe e se uniria à sua mulher (Gn.2:24) para formar o lar e a família. Em grande parte, a família patriarcal era poligâmica. O Antigo Testamento demonstra que todos os primeiros patriarcas, Abraão, Isaque, Jacó e outros, eram polígamos. Lameque foi o primeiro a rejeitar o princípio do casamento monogâmico, ordenado por Deus (Gn.2:22-24) – “E tomou Lameque para si duas mulheres; o nome de uma era Ada, e o nome da outra, Zilá” (Gn.4:19). A partir daí a depravação hereditária se alastrou progressivamente no lar e na Família. Deus tolerou a poligamia, mas nunca a aprovou, por ser prática estranha ao seu projeto para a constituição da família.

A família patriarcal era típica no contexto histórico e cultural do Antigo Testamento. Além do pai, da mãe e dos filhos, a família patriarcal incluía as concubinas, das quais nasciam filhos, que eram parte do grupo familiar, causando, por vezes, muitos transtornos, com nascimento de meios-irmãos, que competiam quanto aos direitos da prole, principalmente no que tangia às questões de herança. Neste modelo de família as esposas e os filhos não tinham liberdade de escolha, pois a palavra final era sempre do patriarca. O pai de família era o líder espiritual, responsável pela prática e o respeito dos ritos da religião que a família adotava. Abraão, Isaque e Jacó eram líderes de sua parentela. Eram verdadeiros sacerdotes em seus lares.

b) Família ampliada. Este modelo de Família no antigo Israel é aquele em cuja convivência há pessoas além dos cônjuges e filhos. Considerando que a base da economia do antigo Israel era a agricultura e o pastoreio, a família nuclear com poucos membros via-se em dificuldade por falta de mão-de-obra para o sustento da casa. Por isso, ela poderia se estender com parentes próximos - tios e primos - ou com duas ou mais gerações vivendo juntas (cf. Gn.24:67). Quando se tratava de famílias ricas, acrescentavam-se servos e estrangeiros, como no caso de Abraão (cf. Gn.14:14), ou como previsto na legislação mosaica (cf. Êx.23:12). Saul, por exemplo, aparece na Bíblia com a menção de seu pai, avô, bisavô, trisavô, e também da tribo (1Sm.9:1,2). No Novo Testamento, temos o exemplo de Pedro, que possivelmente tinha a sua sogra por perto.

c) Família nuclear. Também chamada de “família tradicional”, formada por pai, mãe e filhos, como núcleo familiar (Sl.128:1-4), em torno do qual se desenvolvem os descendentes, parentes e outros que a ela se agregam. É a família ideal, pois tem origem na mente de Deus (Gn2:24), o Criador, e atende a seus propósitos para o desenvolvimento, o bem-estar e estabilidade social. Exemplo de família nuclear na Bíblia: José, Maria, Jesus e seus irmãos.

2. O papel da mulher na sociedade israelita. Percebe-se pelo texto de Provérbios, capítulo 31, que o papel da mulher na sociedade israelita, nos tempos do Antigo Testamento, especialmente no antigo Oriente Médio, era muito bem definido. A vida cotidiana exigia da mulher uma atitude firme frente aos afazeres domésticos, como bem descreve o livro de Provérbios capítulo 31:10-28, que destaca algumas características louváveis de uma mulher virtuosa tais como: o marido confia nela (Pv.31:11); trabalha com a próprias mãos, tem iniciativa própria (Pv.31:13); acorda cedo, cuida das refeições da família e delega tarefas aos empregados da casa (Pv.31:15); é ativa nos negócios e no trabalho secular (Pv.31:16); é generosa (Pv.31:20); preocupa-se com aparência da família (Pv.31:21); ela é determinada e não vive ansiosa quanto ao futuro (Pv.31:25); ela é prudente no que fala (Pv.31:26); assume suas responsabilidades como dona de casa e não é preguiçosa (Pv.31:27); ela é amada, aceita, respeitada e valorizada pelo marido e pelos filhos (Pv.31:28). Estas são características exercidas por uma mulher casada na sociedade israelita no Antigo Testamento, um sonho de todo filho, e uma esperança para qualquer marido. Nos dias em que vivemos, não convém aos homens imaginar que conseguirão uma esposa com todos esses atributos, nem as mulheres tentar imitar esse modelo em todos os detalhes; apenas deve ver essa mulher como uma inspiração para você ser tudo o que puder ser. Talvez não possa ser como ela, mas pode aprender com seu trabalho, integridade e desenvoltura.

III. PRINCÍPIOS BÁSICOS

Deus estabeleceu a Família para companheirismo mútuo, felicidade e para uma convivência amorosa. Ela tem como fundamento basilar o casamento, que, conforme a declaração de Gênesis 2:24 – “Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne" -, apresenta três princípios básicos: monogamia (1Co.7:2), heterossexualidade (Gn.4:1,25) e indissolubilidade (Mt.19:6).

1. Casamento. É a mais fundamental de todas as relações sociais. Trata-se da união íntima e verdadeira entre duas pessoas de sexos opostos que manifestam publicamente o desejo de viverem juntas mediante um pacto solene e legal. Sendo uma instituição criada por Deus, o casamento tem o objetivo de ser a base da família e, consequentemente, de toda a sociedade. O padrão para o matrimonio bíblico é que seja realizado entre um homem e uma mulher. E dentro dessa única e correta perspectiva, há mandamentos diretos para ambos os cônjuges.

Como bem diz o pr. Elinaldo Renovato, em seu livro “A família Cristã e os ataques do inimigo”, o casamento cristão deve ser construído sobre as bases do amor a Deus e do amor conjugal verdadeiro. É a única forma de união consagrada por Deus para a constituição da família, objetivando o bem-estar do ser humano em todos os aspectos da vida. Por ser uma instituição criada por Deus, para atender seus propósitos quanto às finalidades divinas para a existência do homem na Terra, não é de admirar que o matrimônio tem sido atacado de maneira constante, sistemática e violenta. A exemplo do "ladrão", que só vem "a roubar, a matar e a destruir" (João 10:10), Satanás luta diutumamente para prejudicar o plano de Deus para a vivência do ser criado à sua imagem e semelhança. A História, e mais claramente a História Contemporânea, demonstra de forma inequívoca que o casamento é um dos alvos preferenciais das forças satânicas. Sob o pretexto de "evolução", "progresso" e "avanços sociais", novas formas de união tem sido inventadas e aceitas pela sociedade sem Deus. Mas os cristãos devem preservar e cultivar o matrimônio monogâmico (1Co.7:2) e heterossexual (Gn.4:1,25, como uma bênção de Deus para a humanidade.

2. Monogamia. Monogamia é o ideal divino. O Criador instituiu o matrimônio com a união de um homem e uma mulher (Gn.2:18-24; Mt.19:5; Mc.19:7) - “Por isso, deixará o homem a seu pai e a sua mãe e unir-se-á a sua mulher”. Aqui, não é dito que o homem deve unir-se às suas mulheres. Deus não criou mais de uma mulher para Adão nem mais de um homem para Eva. Tanto a poligamia quanto a poliandria estão em desacordo com os princípios de Deus para o casamento (Dt.28:54,56; Sl.128:3; Pv.5:15-21; Ml.2:14).

A Monogamia não foi estabelecida apenas na criação, mas também foi reafirmada na entrega da lei moral. A lei de Deus ordena: “Não cobiçarás a mulher do teu próximo...”(Ex.20:17). O uso do singular é enfático. Moisés não deu provisão à questão da poligamia.

Em o Novo Testamento a poligamia é condenada por Jesus e pelo apóstolo Paulo. Jesus, em Sua resposta aos fariseus, quando estes lhe interrogaram acerca do divórcio, foi clarividente que Deus criou o casamento monogâmico. Ele disse: “Portanto, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher...”(Mt.19:5). Ele não disse: “suas mulheres”, e sim, “sua mulher”. A resposta do Senhor remonta às origens do casamento e da própria criação (cf. Gn.2:24).

O apóstolo Paulo, também, proíbe a poligamia no casamento (1Co.7:2). Ele afirma: “Cada um [singular] tenha a sua própria esposa, e cada uma [singular] tenha o seu próprio marido” (1Co.7:2). Paulo coloca o aspecto singular de que a poligamia não é o padrão moral de Deus para o seu povo. Cada um deve ter a sua esposa, e cada uma o seu marido. Tanto a poligamia - um homem ter mais de uma mulher -, quanto a poliandria - uma mulher ter mais de um marido -, estão em desacordo com o ensino das Escrituras.

Ao mencionar as qualificações do presbítero, Paulo adverte: “É necessário, portanto, que o bispo seja (...) esposo de uma só mulher...” (1Tm.3:2). O diácono também deve ser “marido de uma só mulher” (1Tm 3:12). Portanto, a liderança eclesiástica deve ser o exemplo dos fiéis em tudo, e esse exemplo inclui o casamento bíblico (1Tm.4:12).

3. Heterossexualidade. O relacionamento sexual aprovado na Bíblia é o de um homem e de uma mulher dentro do matrimônio. Aliás, um dos propósitos divinos na criação do homem e da mulher é a procriação, visando a conservação dos seres humanos na terra – “E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra" (Gn.1:27,28). E não existe outra forma de procriação a não ser por meio de uma relação heterossexual. O homem se une sexualmente à sua esposa, como resultado do amor conjugal, não só para procriar, mas para uma vivência afetuosa, agradável e prazerosa (Pv.5:18).

Em 1Co.7:2 Paulo afirma: “Cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma tenha o seu próprio marido”. Quando Paulo diz que cada um tenha a sua esposa e cada uma tenha o seu marido, fica clara a ideia de uma relação heterossexual. Embora a união homossexual fosse algo comum no tempo de Paulo, ele define essa prática como uma paixão infame, um erro, uma disposição mental reprovável, uma abominação para Deus. A relação homossexual pode chegar a ser aprovada pelas leis dos homens, por causa da corrupção dos costumes, mas jamais será chancelada pelas leis de Deus. Uma decisão não é ética, apenas por ser legal. Ainda que a relação homossexual se torne legal pelas leis dos homens, jamais será aprovada por Deus, pois fere frontalmente a Sua Lei.

Portanto, Deus criou a Família com propósitos que exigem a heterossexualidade, entre as quais, a procriação e a complementaridade afetiva e emocional, que só é possível diante de uma união entre pessoas de sexos diferentes. Se não fosse a união heterossexual, promovida por Deus, desde o princípio, a raça humana não teria subsistida.

4. Indissolubilidade. O casamento não é apenas monossomático, monogâmico e heterossexual, mas também indissolúvel. No projeto de Deus, o casamento é indissolúvel; deve ser para toda a vida; é uma união permanente. O divórcio é um atentado contra a família. Quem mais sofre com ele são os filhos. As consequências amargas do divórcio atravessam gerações. Deus odeia o divórcio (Ml.2:16).

O casamento é indissolúvel porque foi Deus quem o instituiu e o ordenou. O próprio Jesus disse: “... o que Deus ajuntou não separe o homem”(Mt.19:7). Logo, nenhum ser humano tem competência nem autoridade para desfazer o que Deus faz. Mesmo que um juiz lavre uma certidão de divórcio e declare uma pessoa livre dos vínculos do casamento, aos olhos de Deus essa relação não é desfeita. O casamento só termina pela morte de um dos cônjuges (Rm.7:3), pela infidelidade conjugal (Mt.5:32; 19:9) ou pela deserção por parte do cônjuge descrente (1Co.7:15).

O divórcio é a quebra do nono mandamento da lei de Deus, ou seja, um falso testemunho, a quebra de um juramento feito na presença de Deus. Mesmo que um casal não tenha buscado a orientação de Deus para o casamento, uma vez firmada a aliança, Deus a ratifica. Ele é a testemunha da união entre um homem e uma mulher – “Porque o SENHOR foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher do teu concerto” (Ml.2:14).

IV. O DESAFIO DA IGREJA

1. Institucionalização da iniquidade. Iniquidade é o ato de transgredir a lei ou os bons costumes; é ação que desagrada alguém ou a muitas pessoas; é ato malvado; é transgressão às leis. Deus instituiu a família a partir da união entre um homem e uma mulher (Gn.2:24; 1:27,28), mas o atual sistema de coisas quer institucionalizar a iniquidade ao considerar legitima a união de pessoas do mesmo sexo. Isto é uma verdadeira afronta a Deus, uma transgressão à Sua Lei (cf. Lv.18:22; 20:13). Aliás, afrontar a Deus é uma tendência humana desde o princípio da humanidade e vai continuar até o final dos tempos. Atualmente, estamos vendo isso com bastante clareza em todos os sistemas que o maligno tem dominado.

A união de pessoas do mesmo sexo é a própria negação do conceito bíblico de família, que diz que uma família se constitui quando um varão deixa seu pai e sua mãe e se une à sua mulher e se constituem em uma só carne, como se vê claramente em Gn.2:24. Não é possível que uma união de pessoas do mesmo sexo possa constituir uma família, pois Deus criou a família com propósitos que exigem a heterossexualidade, entre as quais, a procriação e a complementaridade afetiva e emocional, que só é possível diante de uma união entre pessoas de sexos diferentes. Sem dúvida, o ajuntamento homossexual é uma excentricidade e uma abominação aos olhos de Deus (ler Lv.18:22).

Deus condena a prática homossexual, e isto está bastante claro nas Sagradas Escrituras (cf. Dt.23:17; Lv.18:22). O avanço dessa prática é um dos sinais do fim dos tempos (Lc.17:28-30; Jd.7); é um grande desafio que a Igreja tem que enfrentar, haja vista que essa prática danosa tem de forma clara grassado os seus termos com a devida anuência de líderes de tendências liberais. A Bíblia condena de maneira direta tal estilo de vida (Rm.1.26,27; 1Co.6:10; 1Tm.1:9,10). Atente para a seguinte advertência do apóstolo Paulo:

“Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus” (1Co.6:10).

2. A inversão de valores. Neste tempo pós-moderno testemunhamos uma inversão de valores no campo da vida moral - chamamos luz de trevas e trevas de luz; chamamos o doce de amargo e o amargo de doce; temos visto nossa sociedade justificando o perverso e condenando o justo. O que se vê hoje é a tentativa de tornar o errado certo e o certo, errado (Is.5:20). O mundo atual está invertendo os valores em busca do hedonismo, ou seja, a procura indiscriminada do prazer, gozo sensual, deleite sexual (1João 2:16). O apóstolo Paulo denunciou este comportamento hedonista, dizendo que "mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!"(Rm.1:25 - ARA).

Sob um discurso de tolerância e de liberdade, o mundo, hodiernamente, defende a ideia do "relativismo moral”, ou seja, nega que haja padrões de comportamento válidos para todos os homens, independentemente da época, da cultura ou da vontade de cada ser humano. Dentro deste pensamento, entende-se que não pode ser imposto qualquer comportamento a qualquer homem, sendo "fanáticos" e "intolerantes" aqueles que assim não entendem. Não se pode negar a liberdade de cada indivíduo de viver conforme a sua vontade, pois o livre-arbítrio foi dado ao ser humano pelo próprio Deus e, desta forma, é igualmente antibíblico agir de forma a negá-lo ou procurar massacrá-lo, mas não resta dúvida de que existe uma ordem universal instituída por Deus e que essa ordem deve ser observada pelo ser humano. O homem, na sua loucura, pode até colocar de ponta-cabeça os princípios que devem reger a família e a sociedade, mas não pode fugir das consequências inevitáveis de suas encolhas insensatas. Ao contrário do que se diz no mundo, existe, sim, um padrão universal de conduta, que independe de cultura, de época ou da vontade de cada ser humano: o padrão bíblico, o padrão estabelecido por Deus e revelado ao homem em Sua Palavra.

“O cristão que tem a mente de Cristo conhece a sua vontade e seu propósito, por isso ele aprende a viver com uma consciência dos valores morais e espirituais estabelecidos por sua Palavra. Quando praticamos alguma ação, dizemos uma palavra, pensamos algo ou adotamos alguma atitude, devemos agir com uma mente espiritual. Devemos sempre comparar nossas ações à luz da justiça que a Bíblia apresenta. Nossas ações devem corresponder à uma consciência baseada na Palavra de Deus (2Tm.3:16,17)" (CABRAL, Elienai. A Síndrome do Canto do Galo: Consciência Cristã. Um desafio à ética dos tempos modernos, 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2000, p.134).

CONCLUSÃO

Aprendemos que a família, biblicamente falando, deve nascer do casamento, que é o gesto de deixar pai e mãe e se unir a uma pessoa do sexo oposto para com ela formar um novo projeto de vida, e o fator principal que deve nortear este deixar e o subsequente unir não é outro senão o amor, o chamado “amor conjugal”, que nada mais é que o mesmo amor existente em Deus, mas aplicado para a formação de uma família. Uma família não pode ser construída nem sustentada, se não houver este esteio sustentador entre os cônjuges, e tem sido a ausência deste fator preponderante no relacionamento uma das principais causas das crises em muitas famílias. Lembre-se: a vontade de Deus, o amor e a fidelidade são as bases estruturais fundamentais do relacionamento entre os cônjuges, os quais devem estar presentes diariamente no relacionamento conjugal. Lembre-se disso!

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Luciano de Paula Lourenço
Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com
Referências Bibliográficas:
Bíblia de Estudo Pentecostal.
Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.
Comentário Bíblico popular (Novo Testamento) - William Macdonald.
Revista Ensinador Cristão – nº 71. CPAD.
Pr. Esequias Soares. A Razão de nossa Fé. CPAD.
Wayne Grudem. Teologia Sistemática Atual e exaustiva.
Dr. Caramuru Afonso Francisco. A família – obra prima de Deus. PortalEBD_2004.
Dr. Caramuru Afonso Francisco. A Promessa de um Lar Feliz. PortalEBD.
Elinaldo Renovato. A Família Cristã (e os ataques do inimigo).CPAD.

FONTE: http://luloure.blogspot.com

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

BISPO X MALAFAIA


Bispo afirma que Igreja Católica está acima da Bíblia

 Sagrada e gera rebuliço nas redes sociais;

 Malafaia rebateu

Um vídeo com declarações polêmicas do sacerdote católico dom Henrique Soares da Costa, bispo de Palmeiras, está percorrendo as redes sociais e virou tema de refutação do pastor Silas Malafaia. O bispo afirmou que a Igreja Católica está acima da Bíblia durante um programa chamado Imensurável Graça.
A declaração, incendiária em tempos de redes sociais, suscitou grande discussão entre católicos e protestantes, inclusive com fiéis da igreja romana discordando das afirmações do bispo.
“Um católico deve ser católico de corpo inteiro. Quando um católico se coloca acima da Igreja para julga-la, já deixou de ser católico. E quando um católico diz ‘vou pegar a Bíblia para ver o que a Igreja está dizendo’, ele também já virou protestante. Aqui está o erro dos protestantes: colocam a Bíblia acima da Igreja, e isso é bobagem pura, porque a Bíblia nasceu na Igreja; a Bíblia é expressão da fé da Igreja”, diz dom Henrique.
Para embasar seu raciocínio, citou um dos teólogos e filósofos mais respeitados da história do cristianismo: “Santo Agostinho dizia ‘Eu creio nas Escrituras porque a Igreja me diz para crer nelas’. Então, a Bíblia é o livro da Igreja. Então, é tirar da cabeça essas ideias tortas e ser católico de verdade. Um bom estudo do catecismo e uma boa dose de humildade resolvem essas coisas”, afirmou, dirigindo-se aos fiéis que enviaram perguntas ao programa.

Heresia

O pastor Silas Malafaia publicou o trecho da declaração do bispo junto com sua refutação às afirmações: “Como é que é, padre, essa heresia? A Igreja está acima da Palavra? Aonde? Que papo é esse? A Palavra vem antes da Igreja. O Salmo 138:2 diz ‘pois exaltastes acima de todas as coisas o Teu nome e a Tua Palavra’. Está na Bíblia católica. Abre aí. A Palavra está acima de tudo”, sublinhou.
“Jesus. João 5:39 [diz]: ‘Examinai as Escrituras porque são elas que de mim testificam e indicam o caminho da vida eterna’. Jesus [disse isso]. Está na Bíblia católica. Pega aí. Mateus 22:29: ‘Errais por não conheceres as Escrituras, nem o poder de Deus'”, acrescentou o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC).
Ao final, disparou suas críticas à postura do bispo, com seu tom usual: “Vocês querem esconder a Palavra porque se o povo descobrir a Palavra, vocês estão fritos, porque vocês querem manipular a fé. A Palavra é o manual de regra prática do verdadeiro cristão. Não é o que o pastor, padre ou o papa fala. É a Palavra”, insistiu. Assista:

FONTE: https://noticias.gospelmais.com.br/bispo-igreja-catolica-acima-biblia-malafaia-92187.html

sexta-feira, 28 de julho de 2017

EBD 5 LIÇÃO


Aula 05 – A IDENTIFICAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO


3º Trimestre/2017

Texto Base: João 14:15-18,26

"Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?" (1Co.3:16).

INTRODUÇÃO

Na continuidade do estudo da Declaração de Fé das Assembleias de Deus, estudaremos nesta Aula a nossa crença no Espírito Santo, uma das Pessoas da Trindade, ou seja, uma das Pessoas que formam o Único e Soberano Deus. Ao estudarmos sobre este sublime assunto devemos ter plena reverência, santo temor e oração, tendo em mente que se trata de um assunto bastante difícil, haja vista que o Espírito Santo nada fala de si mesmo (João 16:3). O eterno Deus, o Pai, revela muito de si mesmo nas páginas Sagradas; de igual modo, o Filho; mas, o divino Espírito Santo, não. Daí tratar-se este assunto de um insondável mistério, do qual devemos nos acercar primeiramente pela fé em Cristo (Rm.3:27).

I. O ESPÍRITO SANTO

O Espírito Santo é a Terceira Pessoa da Triunidade Divina. Ele aparece, literalmente, em toda a Bíblia desde o Gênesis, na criação (Gn.1:2), até o Apocalipse (22:17). Ele é Eterno, e se Eterno Ele é Deus. Sendo Deus, Ele sempre esteve presente em todas as ações divinas em relação ao ser humano, a começar da sua criação. Como vemos na declaração divina de Gn.1:27, ou seja, na criação do homem, toda a Trindade esteve envolvida - “Façamos o homem conforme à Nossa imagem, conforme à Nossa semelhança". Aqui, há o emprego do verbo no plural ao mostrar que o Deus que decidiu a criação do homem era um único Deus, mas dotado de uma pluralidade de Pessoas. O Espírito Santo é uma Pessoa; veja essa verdade como mais detalhe a seguir, no tópico IV desta Aula.

O Espírito Santo da atual dispensação é o mesmo que atuou no Antigo Testamento. Qual a diferença, então? No Antigo Testamento, se usufruía apenas individualmente (1Sm.10:6; 16:13); agora, temos o Espírito Santo (1Co.12:13; 1Co.7:40; Gl.3:5; 1João 4:13; 1Ts.4:8). No Antigo Testamento, o Espírito habitava no meio do povo (Ag.2:5), ou estava sobre alguém (Nm.11:17; Is.59:21); agora, está dentro de ou em nós (Ez.36:27; João 14:17). No Antigo Testamento, Ele usava indivíduos, como Saul, Davi, etc.; agora, ele usa um povo (1Co.6:19; Ef.2:22; Ap.3:6). No Antigo Testamento, era temporário (Nm.11:25); agora, em caráter permanente (João 16:7).

Há vários exemplos específicos da atividade do Espírito Santo concedendo poder aos primeiros cristãos para operar milagres à medida que eles proclamavam o evangelho. Veja o exemplo de Estevão em At 6:5,8; e de Paulo em Romanos 15:19 e 1Corintios 2:4. O Espírito Santo deu grande poder à pregação da igreja primitiva de modo que, quando os discípulos eram cheios do Espírito Santo, proclamavam a Palavra com grande coragem e poder (cf. At.4:8,31; 6:10; 1Ts.1:5; 1Pd.1:12). Em geral, podemos dizer que o Espírito Santo fala por meio da mensagem do evangelho à medida que ela é proclamada de maneira eficaz ao coração das pessoas. Assim como aconteceu no início da Igreja, o Espírito Santo continua a capacitar os seus servos na atualidade. Isso ocorrerá até o dia do arrebatamento da Igreja.

O Novo Testamento termina com um convite do Espírito Santo e da igreja, que juntos chamam as pessoas à salvação – “E o Espírito e a esposa dizem: Vem! E quem ouve diga: Vem! E quem tem sede venha; e quem quiser tome de graça da água da vida” (Ap.22:17).

II. A DIVINDADE DO ESPÍRITO SANTO À LUZ DA BÍBLIA

1. A divindade declarada. O Espírito Santo é uma das Pessoas da Trindade, ou seja, é uma das Pessoas que formam o Único e Soberano Deus. Portanto, o Espírito Santo é Deus e, como tal, é uma Pessoa, jamais uma força ou influência. O texto mais explícito a respeito da divindade do Espírito Santo está em At.5:3,4, quando o texto sagrado nos conta a respeito do episódio que envolveu Ananias e Safira na igreja de Jerusalém. Indagado por Pedro a respeito do valor da venda da propriedade, Ananias mentiu, dizendo que o valor depositado ao pé dos apóstolos era o efetivo valor da venda. Diz o texto sagrado: "Por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, e retivesses parte do preço da herdade? [...] Não mentiste aos homens, mas a Deus". Diante desta mentira, Pedro diz que Ananias havia mentido ao Espírito Santo e, por isso, havia mentido não aos homens, mas a Deus. Temos, portanto, explicitamente reconhecida a divindade do Espírito Santo, uma prova que os apóstolos reconheciam o Espírito Santo como Deus, ou seja, que a doutrina da divindade do Espírito Santo é a genuína e autêntica doutrina da Igreja Primitiva. A propósito, se Ananias mentiu ao Espírito Santo, temos uma prova, dentre de tantas outras que veremos a seguir, de que o Espírito Santo não é uma força, pois não se pode mentir senão a uma Pessoa. Na verdade, neste episódio é declarada a divindade do Espírito Santo, ou seja, Deus e o Espírito Santo são uma mesma divindade. O apóstolo Paulo também emprega esse tipo de linguagem: "Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?" (1Co.3:16).

A Bíblia diz que quem desobedece ao Espírito Santo, peca (Mt.12:31,32; Mc.3:29; Lc.12:10; Hb.10:29) – “Qualquer, porém, que blasfemar contra o Espírito Santo, nunca obterá perdão, mas será réu do eterno juízo” (Mc.3:29). Ora, se toda desobediência ou resistência ao Espírito Santo é chamada de pecado, temos que somente se pode pecar contra Deus. As Escrituras, ao considerarem que é pecador quem se levanta contra o Espírito Santo, chamando mesmo de “blasfêmia”, que é “enunciado ou palavra que insulta a divindade”, tem-se, claramente, que o texto sagrado considera o Espírito Santo como Deus.

Mas, além disto, temos o próprio testemunho de Jesus. Quando Jesus revelou que subiria para o Pai, disse aos discípulos que não os deixaria órfãos, pois pediria ao Pai um “outro” Consolador (João 14:16). Este texto, no original, significa “outro da mesma natureza”. Assim, quando o texto sagrado nos fala do “outro” Consolador, está a dizer que seria enviado alguém que tivesse a mesma natureza de Cristo, ou seja, a natureza divina. Tanto assim é que o Senhor disse que este “outro” Consolador ficaria com os discípulos “para sempre”, ou seja, tem-se aqui mais um indicativo da natureza divina deste Consolador, a saber, a “eternidade”. Como, então, diante de tantas evidências, não reconhecer que o Espírito Santo é Deus?

2. A divindade revelada. A Bíblia não se limita a mostrar que o Espírito Santo é uma Pessoa, mas também nos revela que é uma Pessoa Divina, ou seja, é uma das Pessoas que compõem este mistério que é a Santíssima Trindade, este Deus que é Triúno, ou seja, um Único Deus que está em três Pessoas. O relacionamento do Espirito Santo como o Pai e o Filho está claro nas instruções tripartidas do Novo Testamento (Mt.28:19;1Co.12:4-6;2Co.13:13; Ef.4:4-6; 1Pd.1:2). Nestas passagens há a expressa revelação da Trindade Divina e nos quais sempre o Espírito Santo está presente.

a) na fórmula do batismo (Mt.28:19) – “Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. Esta expressão demonstra que há uma igualdade entre estas três Pessoas, de forma que é, assim, expressamente reconhecida a Deidade do Espírito Santo, bem assim a própria unidade divina, já que se fala no nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e não “nos nomes”, o que permitiria dizer que os cristãos seriam “triteístas”(isto é, que acreditariam em “três deuses”), como acusam, falsamente, tanto judeus quanto muçulmanos e que, como vemos, não é, em absoluto, o ensino do Senhor Jesus à Sua Igreja.

b) na bênção apostólica - “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós. Amém” (2Co.13:13). Aqui, também, o apóstolo indica a igualdade que existe entre as três Pessoas divinas, a ponto de invocar-lhes por igual no instante da súplica da bênção. Embora distintas, porém, como vemos no texto da bênção, trata-se de uma única bênção, contribuindo cada Pessoa com uma determinada função, a demonstrar, uma vez mais, a triunidade divina. O Espírito Santo contribui com a comunhão, que é precisamente o Seu trabalho na presente dispensação: o de nos fazer um com o Pai e o Filho.

c) no texto de Ef.4:4-6 - “Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só SENHOR, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós”. Paulo, ao dissertar sobre o mistério da Igreja, que é o tema central da sua carta aos efésios, deixa bem claro que há um só Espírito, um só Senhor e um só Deus e Pai de todos, mostrando, assim, claramente que Deus é único, mas três são as Pessoas - o Pai, o Filho (o Senhor) e o Espírito Santo. A estes (“um só”), o apóstolo contrasta com os “todos”, que somos nós, a Igreja, que, apesar de sermos todos, formamos uma “unidade” em virtude da fé, da esperança da vocação e do batismo.

E mais: Em relação ao Pai, o Espírito Santo é chamado de "Espírito de Deus" (Gn.1:2) e de "o Espírito que provém de Deus" (1Co.2:12); concernente ao Filho, Ele é chamado por Jesus de "outro Consolador" (João 14:16). Aqui, o termo grego para "Consolador" é parácleto, que significa "ajudador, advogado", termo que é aplicado ao Senhor Jesus, conforme João 2:1. Também, Ele é chamado de "Espírito de Jesus" (At.16:7), "Espírito de Cristo" (Rm.8:9) e ainda "Espírito de seu Filho" (Gl.4:6) – “E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai”.

3. Obras divinas. A divindade do Espírito Santo é vista não apenas na declaração direta das Escrituras, nem somente pelo relacionamento dEle com o Pai e o Filho, mas também nas obras de Deus. Ao Espírito são atribuídas obras que somente Deus pode realizar: a) Criou o Universo e os seres humanos (Gn.1:2; Jó 26:13; 33:4; Sl.104:30); b) Inspiração (2Pd.1:21); c) Gerou Jesus Cristo em Sua encarnação (Lc.1:35); d) Convence o homem do pecado, e da justiça, e do juízo (João 16:8); e) Regenera o homem (João 3:5,6; Tt.3:5); f) Intercede (Rm.8:26,27); g) Santifica (2Ts.2:13).

III. OS ATRIBUTOS DA DIVINDADE

As Escrituras Sagradas indicam a deidade do Espírito Santo mediante um conjunto de textos implícitos, ou seja, textos que ao conferirem certos atributos e qualidades ao Espírito Santo, dizem que Ele é Deus, vez que somente Deus pode ter as características indicadas nestes textos e atribuídas ao Espírito. Vejamos alguns atributos da Terceira Pessoa da Trindade, o Espírito Santo.

1. Alguns atributos incomunicáveis. Os atributos incomunicáveis são aqueles exclusivos de Deus. Apenas Ele tem essas qualidades e elas não foram transmitidas (comunicadas) a nenhum ser criado.

a) O Espírito Santo é Onisciente, ou seja, sabe todas as coisas. Ser onisciente significa ter pleno e total conhecimento de tudo que existe e acontece em toda a parte. Em 1Co.2:10,11 Paulo afirmou: “Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus. Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus”. Aqui, o apóstolo Paulo ensina-nos que só quem sabe as coisas que Deus sabe é o Espírito Santo. Ora, Deus sabe todas as coisas e, portanto, o Espírito Santo, se sabe o que Deus sabe, também sabe todas as coisas. Se o Espírito sabe todas as coisas é Onisciente, e só Deus é Onisciente. O que o texto está a nos dizer é que o Espírito Santo é Deus.

b) O Espírito Santo é Onipresente. Assim como Deus Pai, o Espírito Santo possui o atributo da onipresença, que é a condição de encontrar-se simultaneamente em cada lugar e em todo o tempo, sem jamais deixar de estar presente em algum desses locais. O rei Davi, o escritor do Salmo 139, recebeu do Senhor uma grande inspiração e produziu esse belíssimo texto, do qual reproduzimos um trecho abaixo:

“Para onde me irei do teu Espírito ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, tu aí estás; se fizer no Seol a minha cama, eis que tu ali estás também; se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá” (Sl.139:7-10).

O salmista diz-nos que não há como fugir da presença do Espírito do Senhor, pois Ele está em todos os lugares, ou seja, Ele é Onipresente. Ora, só Deus pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo, pois isto é um atributo que lhe é exclusivo. Se o Espírito Santo está presente em todos os lugares, como diz o salmista, esta é uma outra maneira de as Escrituras nos revelarem que o Espírito Santo é Deus.

c) O Espírito Santo é Onipotente. O Espírito Santo é, conforme Deus Pai, também detentor de todo o poder. A onipotência constitui a capacidade que alguém tem de realizar tudo e não apresentar nenhuma espécie de impedimento, pois é Todo-Poderoso. No Evangelho de Lucas 1:35,37, o anjo do Senhor aparece falando para Maria:

“E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus. Porque para Deus nada é impossível”.

Aqui é dito que o Espírito Santo faz coisas impossíveis ao homem, pois nada lhe é impossível, como também que Ele opera todas as coisas, conforme a Sua vontade (1Co.12:11). Portanto, não há limite para a operação do Espírito Santo, que pode fazer tudo o que quiser. Ora, isto nada mais é que onipotência, que é outro atributo exclusivo da divindade. Assim sendo, temos que o Espírito Santo é Deus.

d) O Espírito Santo é Eterno (Hb.9:14) - “quanto mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará a vossa consciência das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo?”. Eterno é o Ser que não tem princípio nem fim. Todas as criaturas têm, pelo menos, um início (Gn.1:1). Só Deus é eterno, pois só Deus não tem princípio nem fim e, por isso, é o princípio e o fim (Ap.1:8; 22:13). Se é dito que o Espírito é eterno, temos que Ele é Deus. A propósito, a Bíblia assim O indica já no livro do Gênesis, quando é dito que Deus criou os céus e a terra no princípio, a revelar que as criaturas todas têm, pelo menos, um início, também afirma que o Espírito de Deus Se movia sobre a face das águas(Gn.1:2), ou seja, o Espírito não era algo que tenha tido um início, embora ali já estivesse, o que se constitui em mais uma demonstração da Sua eternidade e, por isso mesmo, da Sua deidade.

e) O Espírito Santo é Fonte de vida (Rm.8:2) – “Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte”. O Espírito Santo é Fonte de vida, tanto que fez gerar o Filho no ventre de Maria (Lc.1:35), a demonstrar, portanto, que o Espírito Santo é Criador. A propósito, fez Jesus tornar à vida, ressuscitando-O dentre os mortos (Rm.8:11). Ele não só produz vida física, como também vida espiritual (2Co.3:6). Só Deus pode realizar estas coisas, pois só Ele é o Criador da vida. Assim, se o texto sagrado diz que o Espírito faz tais coisas, é porque está a dizer que Ele é Deus.

2. Alguns atributos comunicáveis. É nos atributos comunicáveis que o Espírito Santo se posiciona como Ser moral, consciente, inteligente e livre, como Ser pessoal no mais elevado sentido da palavra. Quem é salvo pela graça de Deus é participante da natureza divina quanto aos atributos comunicáveis da deidade (2Pd.1:4-9), e essa natureza clama por santidade (cf. Gl.5:22; Cl.3:1-17).

a) O Espírito Santo é Santo (Ef.1:13). O termo "santo" é aplicado ao Espírito como consequência direta de sua natureza e não como resultado de uma fonte externa. Ele é santo em si mesmo; assim, não precisa ser santificado, pois é Ele quem santifica (Rm.15:16; 1Co.6:11).

b) O Espírito Santo é Amor (Rm.5:5; 15:30). Ele derrama este amor nos nossos corações. Ora, se o Espírito tem amor e o amor que derrama em nós é o amor de Deus, tem-se, evidentemente, que o Espírito Santo é Deus, até porque Deus é amor (1João 4:8,16).

c) O Espírito Santo é a Verdade (1João 5:6) – “...E o Espírito é o que testifica, porque o Espírito é a verdade”. Este texto é explícito ao dizer que o Espírito Santo é a Verdade. O próprio Jesus disse que o Espírito Santo é o Espírito de verdade (João 16:13). Ora, só quem pode ser a verdade é o próprio Deus (Dt.32:4; Jr.10:10), e uma das demonstrações de deidade de Jesus é precisamente o fato de Ele ter Se identificado com a Verdade (João 14:6). Portanto, quando as Escrituras dizem, expressamente, que o Espírito Santo é a Verdade, estão a afirmar, mais uma vez, a divindade do Espírito Santo.

3. O Espírito Santo e a Trindade. O Espírito Santo é uma Pessoa distinta do Pai e do Filho. Devemos observar que o Novo Testamento ensina a unicidade da divindade (1Co.8:4; Tg.2:19) e, no entanto, revela a distinção de pessoas na divindade: o Pai é Deus (Mt.11:25; João 17:3; Rm.15:6; Ef.4:6); o Filho é Deus (João 1:1,18; 20:28; Rm.9:5; Hb.1:8; Cl.2:9; Fp.2:6; 2Pd.2:11); o Espírito Santo é Deus (At.5:3,4; 1Co.2:10,11; Ef.2:22). O Pai, o Filho e o Espírito Santo são claramente distinguidos um dos outros na Bíblia (João 15:26; 16:13-15; Mt.3:16,17; 1Co.13:13), de tal forma que as três Pessoas não se confundem umas com as outras. São três benditas e santíssimas Pessoas que compõem apenas uma divindade. Portanto, na unidade da divindade há uma Trindade de Pessoas, da qual o Espírito Santo é o Executivo.

Conquanto estas evidências bíblicas sejam irrefutáveis, ainda insurge no meio dos crentes sutis ensinamentos que buscam confundir os incautos de que, embora o Espírito Santo seja uma Pessoa Divina, Ele se confunde ou com o Pai, ou com o Filho. Assim, o Espírito Santo seria ou o Pai ou o Filho, mas não uma “terceira” Pessoa. Tal ensinamento, tanto quanto os que negam a personalidade e/ou a divindade do Espírito Santo, não pode ser aceito pelos servos de Deus. O Espírito Santo, embora seja um com o Pai e com o Filho, é uma Pessoa distinta, que não Se confunde com nenhuma das outras duas.

O texto da Bíblia que é mais utilizado pelos falsos mestres para demonstrar suas teorias falsas é o de João 14:18, que diz: ”Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós”. Dizem eles que, segundo este texto o Espírito Santo nada mais seria do que o próprio Jesus que teria retornado para conviver com a Igreja, ainda que de forma invisível e incorpórea. Afinal de contas, dizem estes falsos mestres, o Senhor disse que não nos deixaria órfãos, mas “voltaria para nós”. Entretanto, esta expressão nada tem a ver com uma volta da Pessoa de Cristo para o convívio da Igreja, como durante o ministério terreno, mas, sim, com o Seu retorno por intermédio do Espírito Santo. O Espírito tornaria Jesus presente, fazendo-nos lembrar dos Seus ensinos, do Seu exemplo, levando-nos à comunhão com o Pai e o Filho, por meio de uma vida de santificação, de oração e de meditação na Palavra do Senhor. Assim, por meio do Espírito, sentimos a presença de Jesus, enquanto não chega o dia do arrebatamento, quando aí, sim, passaremos a ter a presença pessoal do Filho, semelhante e até mais profunda que a que havia entre Jesus e Seus discípulos durante o Seu ministério terreno.

Os falsos mestres procuram forçar o texto supracitado para confundir Jesus com o Espírito Santo e dizer que o Espírito Santo, quando “desceu” no dia de Pentecostes, seria o próprio Jesus, só que em forma incorpórea. Mas, isto é facilmente refutado pelo Bíblia Sagrada:Primeiro, no batismo de Jesus (Mt.3:16,17). Neste acontecimento, temos as três Pessoas Divinas, a mostrar que são distintas e não Se confundem umas com as outras: O Filho, que feito carne (João 1:14), era batizado por João Batista; enquanto que o Pai, do céu, dava testemunho do Filho e; o Espírito Santo, em forma de pomba, descia sobre Cristo. Como dizer, então, que as Pessoas Se confundem?

Segundo, o Espírito Santo não foi recebido pelos discípulos no dia de Pentecostes, como argumentam estes falsos mestres, o que explicaria a “volta de Cristo” como Espírito Santo. Os discípulos receberam o Espírito Santo antes da ascensão de Cristo, quando ainda estavam no cenáculo, como nos dá conta o texto de João 20:22: ” E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo”. Quando Jesus assoprou sobre os discípulos, disse que haviam recebido o Espírito Santo. No dia de Pentecostes, eles foram revestidos de poder (Lc.24:49), o que é outra coisa bem diferente, mostrando-nos a coexistência entre Jesus e o Espírito Santo. Aliás, esta coexistência foi uma característica durante todo o ministério terreno de Jesus. A partir do batismo, vemos Jesus sendo ungido pelo Espírito Santo, para cumprir a obra do Pai (At.10:38). Jesus orou ao Pai, alegrando-se no Espírito Santo (Lc.10:21), a provar que as Pessoas são distintas e não Se confundem.

Como dizer, ainda, que Jesus é o Espírito Santo, se o próprio Jesus disse que o Espírito não falaria de Si mesmo, mas, sim, de Jesus; que não glorificaria a Si mesmo, mas, sim, a Jesus (Jo.16:13,14)?  Por fim, como dizer que Jesus é o Espírito Santo se o Espírito e a Igreja estão a pedir a volta de Jesus (Ap.22:17)?

Mas, ainda, alguém poderá argumentar: se o Espírito Santo não se confunde com o Filho, não poderia ser ele o Pai? A resposta também é negativa. Jesus disse que o Espírito Santo seria enviado pelo Pai (João 14:16); desta feita, se o Pai enviaria o Espírito Santo, então o Pai não se confunde com o Espírito. Além do mais, o Espírito clama ao Pai (Gl.4:6), de sorte que também não pode haver confusão entre estas duas Pessoas.

Temos, portanto, que o ensino bíblico, a revelação divina através das Escrituras Sagradas, mostra-nos, com clareza, que o Espírito Santo é uma Pessoa divina, Pessoa que não se confunde nem com o Pai nem com o Filho.

IV. PERSONALIDADE DO ESPÍRITO SANTO

A personalidade do Espírito Santo está presente em toda a Bíblia de maneira abundante e inconfundível e tem sido crença da Igreja desde o princípio. A crença na personalidade do Espírito Santo é uma das características da fé cristã. Esta crença deriva do exame preciso e cuidadoso de passagens bíblicas, e contrasta com a noção explicada por muitas seitas. Algumas seitas apresentam o Espírito Santo como sendo uma influência impessoal, uma força ou uma energia. Entretanto, a Palavra de Deus nos revela que o Espírito Santo é uma Pessoa, pois menciona atitudes e ações do Espírito que somente uma pessoa pode ter. Ele possui uma mente, vontade e emoções, que são características de uma pessoa e não de uma influência ou força.  Vejamos algumas provas bíblicas:

1. O Espírito Santo se entristece (Ef.4:30) - "E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção". Somos admoestados a não entristecer o Espírito Santo, mostrando, portanto, que Ele possui as emoções de uma pessoa. Ele sofre quando pecamos e se entristece com as manifestações do nosso pecado.

2. O Espírito Santo tem ciúmes (Tg.4:4,5) - "Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo, constitui-se inimigo de Deus. Ou supondes que em vão afirma a Escritura: é com ciúme que por nós anseia o Espírito, que Ele fez habitar em nós?". Quando traímos a Deus através dos nossos pecados - contradições, negações da fé, amasiamentos com o mundo -, o Espírito de Deus sente ciúmes, como o marido, quando a mulher adultera e vice-versa. Ele sente ciúmes do adultério moral (impureza), espiritual (idolatria), econômico (amor ao dinheiro) e político (paixão e esperanças políticas mais acentuadas em relação ao programa humano que ao Reino de Deus). O Espírito Santo não é simplesmente alguém que entra em nós e depois sai, Ele vem e fica. Além disso, Ele não está presente para energizar-nos a vida. Não. Ele é uma Pessoa com a qual mantemos relações pessoais.

3. O Espírito Santo pensa (Rm.8:27) - “E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos”. Neste texto, as Escrituras dizem que o Espírito Santo examina os corações. Examinar é raciocinar, é calcular, é emitir juízos. Uma força jamais pode calcular, jamais pode examinar, só uma pessoa pode fazê-lo. Em 1Co.2:13 está escrito que o Espírito Santo compara, ou seja, faz juízos, julgamentos, o que é exclusivo de uma pessoa. Diz o texto: “As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais”.

4. O Espírito Santo tem sentimentos (Rm.15:30) - "Rogo-vos irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito...". Neste texto, as Escrituras dizem que o Espírito Santo temamor, ou seja, ama, tem sentimentos. Uma força não pode amar, somente uma pessoa. Mas, em outro trecho, a Bíblia recomenda que o Espírito pode se entristecer (Is.63:10; Ef.4:30). Uma força, um "fluir" nunca pode ficar triste, somente uma pessoa. Mas o Espírito Santo não só Se entristece, também, a Palavra de Deus diz que Ele tem alegria, que Ele se alegra, tanto que faz com que as pessoas sintam a Sua alegria, a começar pelo próprio Senhor Jesus (Lc.10:21) e, depois, dos discípulos (1Ts.1:6). Mas as Escrituras também nos revelam que o Espírito Santo tem ciúmes, ou seja, tem zelo pelos servos do Senhor, outro sentimento impossível para uma mera força – “Ou cuidais vós que em vão diz a Escritura: O Espírito que em nós habita tem ciúmes?” (Tg.4:5).

5. O Espírito Santo determina (1Co.12:11) - ”Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer”. Neste texto, é dito que o Espírito Santo reparte, como quer, os dons espirituais entre os crentes, ou seja, tem vontade, tem autodeterminação, algo que jamais uma força pode ter, mas tão somente uma pessoa. Em At.2:4, também é dito que os discípulos falavam línguas estranhas conforme a concessão que lhes dava o Espírito Santo, ou seja, quem determinava qual língua e quando deveria ser ela falada era o Espírito, algo que uma força jamais poderia realizar. Diferente não foi no chamado Concílio de Jerusalém, onde o Espírito Santo deu o Seu parecer a respeito da discussão a respeito da observância da lei de Moisés – “Na verdade, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias” (At.15:28).

6. O Espírito Santo convence (João 16:8) - ”E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo”. Jesus disse que o Espírito convenceria o mundo do pecado, da morte e do juízo. Uma força não pode convencer, quando muito pode deter ou obrigar uma determinada atitude. Só uma pessoa pode convencer alguém, pode argumentar e obter a anuência, a adesão da vontade de outrem. O convencimento é fruto de uma argumentação, ou seja, de uma operação intelectual, de uma série de raciocínios, de ponderações, de julgamentos. Somente uma pessoa é capaz de fazê-lo e, quando Jesus nos indica que o Espírito Santo o faz, está a dizer-nos que se trata de uma Pessoa.

7. O Espírito Santo glorifica (João16:14) - ”Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar”. Jesus disse que o Espírito Santo O glorificaria. Ora, uma força não pode dar glória a ninguém, porque glorificar, dar glória, envolve consciência, capacidade de perceber que alguém é divino e que, por isso, merece honra e glória. Somente seres dotados de consciência podem fazer isso. Deste modo, não há como deixar de reconhecer que o Espírito Santo é uma Pessoa.

8. O Espírito Santo fala (Atos 8:29) - "Então disse o Espírito a Filipe: aproxima-te desse carro e acompanha-o...". Aqui, percebemos que o Espírito Santo é um Ser que fala. Ora, uma força não pode falar, mas uma Pessoa, sim. Tanto é certo que o Espírito Santo fala que, em At.13:2, isto é explicitamente mencionado, como também em 1Tm.4:1 e Hb.3:7, bem assim em todas as cartas que Jesus enviou às igrejas da Ásia Menor (Ap.2:7,11,17,29; 3:6,13,22), como num instante em que se fazia a revelação a João das coisas que brevemente hão de acontecer (Ap.14:13).

9. O Espírito Santo ouve (João 16:13) – “Mas, quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir”. Aqui mostra que o Espírito Santo é um ser, é uma Pessoa, pois tem capacidade de ouvir e não é um simples ouvir, mas um ouvir que retém e que discerne o que se ouve para depois o anunciar.

10. O Espírito Santo ensina (João 14:26) – “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito”. Só uma Pessoa pode nos ensinar, somente uma Pessoa pode ser Mestre e o Espírito Santo tem como uma de suas principais funções a de ensinar os discípulos do Senhor Jesus enquanto aqui estiverem aguardando o seu Salvador.

11. O Espírito Santo lembra (João 14:26) - “...e vos fará lembrar...”. Quando Jesus diz que o Espírito Santo nos faria lembrar de tudo quanto o Senhor Jesus nos tem dito, está a nos revelar uma face maravilhosa deste Professor e Mestre que é o Espírito Santo. O Espírito Santo não só é um Mestre (algo que uma força não pode ser), como também é um Mestre dedicado, um Professor comprometido com os Seus alunos. Um bom professor é aquele que está preocupado em verificar se os seus alunos aprenderam e, por isso, sempre os faz lembrar daquilo que os ensinou. É exatamente este o papel do Espírito Santo. Quando Ele nos faz lembrar, não é porque seja uma força cega, um “remédio para a memória”, mas, bem ao contrário, é um Professor dedicado, que mostra ser uma Pessoa não só porque ensina, mas também porque ama e quer o melhor para os Seus alunos, quer que Seus alunos efetivamente aprendam o que lhes foi ensinado.

12. O Espírito Santo intercede (Rm.8:26) - ”E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis”. Ao dizer que o Espírito Santo intercede, ajudando os crentes nas suas fraquezas, o texto sagrado mostra-nos que o Espírito Santo é uma Pessoa, pois só uma Pessoa pode orar.

Ante tantas evidências da Palavra de Deus, como não reconhecer que o Espírito Santo é uma Pessoa?

CONCLUSÃO

Diante do exposto, podemos dizer que o Espírito Santo não é simplesmente uma influência benéfica ou um poder impessoal; é uma Pessoa, assim como o Pai e o Filho o são. Ele é chamado Deus (At.5:3,4) e Senhor (2Co.3:18). Embora seja um com o Pai e com o Filho, o Espírito Santo é uma Pessoa distinta, que não se confunde com nenhuma das outras duas. Ressalte-se que não há hierarquia entre estas três Pessoas Divinas, porque o Pai, o Filho e o Espírito Santo são um só Deus que subsiste em três Pessoas distintas.

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Luciano de Paula Lourenço
Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com
Referências Bibliográficas:
Bíblia de Estudo Pentecostal.
Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.
Comentário Bíblico popular (Novo Testamento) - William Macdonald.
Revista Ensinador Cristão – nº 71. CPAD.
Pr. Esequias Soares. A Razão de nossa Fé. CPAD.
Antônio Gilberto – A doutrina do Espírito Santo – Teologia Sistemática
Caramuru Afonso Francisco -  A Divindade do ESPÍRITO Santo. PortalEBD_2006.
Caramuru Afonso Francisco. O Espírito Santo, o nosso Divino Consolador. PortalEBD_2006.

FONTE: http://luloure.blogspot.com.br/