ASSEMBLEIA DE DEUS BRASIL

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Tradutor

domingo, 18 de setembro de 2016

ENCERRAMENTO ESCOLA BIBLICA DOMINICAL


Aula 13 - A EVANGELIZAÇÃO INTEGRAL NESTA ÚLTIMA HORA

3º Trimestre/2016


Texto Base: Lucas 24.44- 53



"E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém!" (Mc 16.20).

INTRODUÇÃO

Com a graça de Deus chegamos ao final de mais um trimestre letivo. Esperamos que as Aulas ministradas tenham causado um despertamento singular, contribuindo para que todos nós cumpramos a missão primordial que Jesus nos comissionou: a evangelização integral.

A realização da evangelização integral é uma ordem concreta e específica de Jesus, expressa nos textos da “Grande Comissão” (Mateus 28:19,20). Neste texto, notamos que Jesus nos envia em seu poder e autoridade para irmos a todas as nações e façamos discípulos (seguidores de Cristo), batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Porém, aqui não termina o imperativo de Cristo; Ele continua dizendo: “... ensinando-os a guardar todas as coisas que tenho ordenado...”. Nós geralmente nos esquecemos desta última parte. Colocamos todo o esforço e ênfase na “salvação de almas” (e damos graças a Deus por estes esforços), porém devemos ter sempre presente que a Grande Comissão também inclui o ensinar todas as coisas que Jesus determinou.

Proclamemos o Evangelho, batizemos e façamos discípulos, porém ensinemos o povo de Deus a também viver uma vida santa, pura, que demonstre preocupação com o estabelecimento de justiça em nossa sociedade, com uma relação mais justa entre os homens e com a situação dos que sofrem perseguição, fome, opressão social e espiritual. Apresentemos o Evangelho de Cristo a todo o contexto humano. O Evangelho deve ser pregado aos pobres, aos ricos, aos setores médios, às nossas autoridades, enfim, a todos os segmentos da sociedade.

É bom entender que uma igreja só se envolverá de maneira séria e responsável com a Grande Comissão, quando estiver sob forte poder e unção do Espírito Santo. No princípio da Igreja, a evangelização atingiu o ápice quando experimentou um efusivo derramamento do Espírito Santo (At 2:1-4). Essa unção extraordinária modificou a estrutura espiritual de um grupo de homens assustados em verdadeiras brasas ardentes, e os levou a testemunharem do amor de Deus, mesmo com o sacrifício de suas próprias vidas. Se levarmos em conta o modelo autenticamente pentecostal de evangelização, cumpriremos, de forma cabal, o programa divino para alcançar tanto o nosso bairro, nossa cidade, nosso país, quanto as nações mais distantes. Mas, para isso, temos de nos voltar ao método de evangelização simples, porém eficaz, dos primeiros evangelistas e missionários.

I.  O QUE É A EVANGELIZAÇÃO INTEGRAL

A Igreja de Cristo é a Agência evan­gelizadora por excelência. Quando ela evangeliza, cum­pre integralmente a sua missão, pois integralmente promove o ser humano, o qual é constituído de corpo, alma e espírito (1Ts 5:23). A evangelização integral alcança todos os aspectos que direcionam o ser humano ao padrão que Deus sempre quis para ele: paz, justiça, alegria, felicidade, equilíbrio, vida eterna. Se a Igreja descumprir a sua tarefa básica, certamente, perderá a sua condição de Corpo de Cristo, reduzindo-se a uma mera organização humana.

1. Evangelização integral. A evangelização integral consiste na proclamação do Evangelho todo, para o homem todo, para todos os homens, e em todos os âmbitos: local, nacional e transcultural. O Evangelho é o agente transformador do caráter do ser humano, por isso Deus comissionou à Igreja fazer a evangelização a todos os povos e etnias(Mc 16:15), no afã de possibilitar a restauração do ser humano ao status quo da criação: imagem e semelhança de Deus(quanto ao caráter), dignidade, plena felicidade, comunhão com Deus e vida eterna.

Jesus direcionou os olhos dos discípulos para a ação missionária e deu-lhes um esboço geral da obra que deveriam fazer: “...e ser-me--eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra” (Atos 1:8). Jesus não ordenou aos discípulos evangelizar primeiro Jerusa­lém, depois a Judeia, em seguida Samaria e, finalmente, os confins da terra. Não. O seu plano-diretor era bem claro e objetivo: os discípulos deveriam ser testemunhas não apenas no território de Israel, mas até aos confins da terra; não apenas aos judeus, mas também aos gentios. O reino de Deus abrange todos os povos, de todos os lugares, de todas as línguas e culturas. O reino de Deus alcança a todos, em todos os lugares, de todos os tempos, que foram lavados no sangue do Cordeiro (Ap 5:9). Os discípulos eram testemunhas que haviam presenciado um fato glorioso, a ressurreição de Cristo, e essa notícia da exaltação de Jesus deveria ser anunciada até aos confins da Terra, ainda que, para isso, a morte fosse o preço a ser pago.

Todas as nossas ações, todo o nosso cotidiano deve ser criado e executado diante da perspectiva de que somos testemunhas de Cristo Jesus (At 1:8) e que devemos, portanto, testificar do Senhor, mostrar ao mundo, através da mensagem da Palavra de Deus e de atitudes, que Deus é nosso Pai, que somos filhos de Deus e, por meio deste comportamento, levar os homens a glorificar o nosso Pai que está nos céus (Mt 5:16).

2. Avivamento e evangelização. Onde começa a vida cristã? No Calvário. Mas, onde tem início a semeadura eficiente? No Cenáculo. Nenhum plano evangelístico, ainda que elaborado, terá êxito a menos que retornemos ao Cenáculo. Ou seja, sem o revestimento de poder do alto, não teremos força suficiente para anunciar o evangelho de Cristo. Naquele recanto humilde de Jerusalém - o Cenáculo -, apóstolos e discípulos aguardaram, em oração, o derramamento do Espírito Santo. Até mesmo Maria, a mãe do Senhor, ali estava à espera do Consolador que, na plenitude do Pentecostes, haveria de descer e revestir a todos com o poder do alto. A partir daquele instante, a Igreja foi chamada para fora, a fim de ganhar o mundo no poder do Espírito Santo.

Chamada para fora do Cenáculo, a igreja evangelizou Jerusalém. Chamada para fora de Jerusalém, a Igreja inundou a Judeia com a Palavra de Deus. Chamada para fora da Judeia, a Igreja chegou a Samaria, a Antioquia e a Roma. De cidade em cidade, a Igreja alcançou os confins da Terra.

No Pentecostes, todos somos chamados para fora, a fim de proclamar o evangelho de Cristo. Por essa razão tão santa, anunciemos que Jesus salva, batiza com o Espírito Santo, cura as enfermidades do corpo, da alma e do espírito, opera sinais e maravilhas e, em breve, há de voltar para levar-nos à Jerusalém Celeste.

No poder do Espírito, falaremos de Cristo sem impedimento algum. Infelizmente, há igrejas pentecostais, quer entre as neos, quer entre as históricas, que, apesar do título que ostentam, já não têm o Espírito Santo. São místicas, mas não espirituais; sincréticas, mas não bíblicas; em vez de evangelizar, fidelizam clientes que se escravizam a um cristianismo divorciado de Cristo e a um pentecostes sem o Espírito Santo. Urge um avivamento como aquele do Cenáculo.

II. DISCIPULADO INTEGRAL

O discipulado, conhecido como a missão educadora da Igreja, é, ao lado da evangelização, um dos pilares fundamentais da Igreja. São duas tarefas indissociáveis, impostas por ordem de nosso Senhor Jesus e que está exarado na passagem de Mateus 28:19,20.

Quando alguém se converte a Cristo e nasce de novo é considerado um recém-nascido, é uma pessoa que tem pouco ou nenhum conhecimento a respeito das coisas de Deus, a respeito da vida com o Senhor Jesus. Embora tenha recebido uma nova natureza, embora seu espírito tenha se ligado novamente a Deus, ante a remoção dos pecados, é um ser humano e, como tal, precisa ser ensinado a respeito do Senhor, ensino este que deve ser protagonizado pela Igreja, que é a quem o Senhor incumbiu esta tarefa sobre a face da Terra. Jesus é quem salva, mas é a Igreja que deve “fazer discípulos”, que deve “ensinar”. O discipulado não deve ser parcial, mas integral; este, compreende as seguintes ações: doutrinação, integração, treinamento e identificação. “A salvação é de graça, mas o discipulado custa tudo o que temos" (Billy Graham).

1. Doutrinação. A doutrinação consiste no ensino das verdades centrais da fé cristã, tanto aos novos convertidos quanto aos que são antigos na fé. Isto é uma atividade contínua da Igreja, a fim de que o cristão possa pensar, agir e viver de acordo com o mandamento de Cristo; ou melhor, para que o cristão adquira firmeza na fé, maturidade cristã. A doutrinação deve ser iniciada no ato da conversão, tendo continuidade durante toda a vida cristã (At 2:41-43).

Paulo jamais se mostrou remisso à doutrinação da igreja de Cristo. Em Trôade, ministrou aos irmãos até altas horas: “No primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão, Paulo, que havia de partir no dia seguinte, falava com eles e alargou a prática até meia-noite”(At 20:7-8). Nem o incidente com o jovem Êutico lhe arrefeceu o ardor do ensino da Palavra de Deus: “E, subindo, e partindo o pão, e comendo, e ainda lhes falou largamente até à alvorada; e, assim partiu”(At 20:11). Este é o desvelo que o líder obreiro do rebanho do Senhor deve ter.

2. Integração. Integrar significa juntar, incorporar, tornar parte. Só a doutrinação não é suficiente; é indispensável que aja facilitação para que o ente cristão seja integrado na comunidade, na igreja local. Sem a integração social do novo crente, sua doutrinação torna-se ineficaz. O novo convertido precisa sentir que é parte da família de Deus. Há igrejas onde tornar-se membro significa apenas adicionar o nome no rol de congregados, sem nenhum requisito ou expectativa. Seguir a Cristo, porém, inclui integrar, não apenas acreditar. É bom saber que a igreja é um corpo, não um edifício; um organismo, não uma organização.

Segundo estatísticas divulgadas, de cada cem pessoas que aceitam a Cristo, apenas dez descem às águas batismais, e dessas, apenas três permanecem após o primeiro ano do batismo. Uma das razões principais para isso é a falta de integração do novo convertido ao seio da igreja. O amor que integra não compreende apenas palavras, mas ações efetivas - “Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade”(1João 3:18). Aqui, o apóstolo João adverte que, se os cristãos não se amarem mutuamente, jamais se sentirão parte do corpo de Cristo.

Portanto, quando falamos em integrar o novo convertido, estamos falando simplesmente de fazê-lo parte do corpo visível do Senhor - a igreja local -, promovendo-o à integração espiritual, doutrinária, social emocional e cultural, bem como envolvendo-o no serviço cristão. A sua união ao corpo místico de Cristo é obra do Espírito Santo; entretanto, cabe a nós a missão de levá-lo pela mão em seus primeiros passos na fé, e de ajudá-lo a ocupar o seu lugar na comunidade dos salvos.

3. Treinamento. Ainda na fase da doutrinação e da integração, o novo convertido deve ser treinado a fazer novos discípulos. A igreja de Antioquia se preocupava com esta fase da evangelização integral. Lá, o ministério era completo. A igreja estudava a Palavra de Deus (Atos 13:1), buscava a face de Deus em oração (Atos 13:3) e obedecia a Deus (Atos 13:3). Dentre os seus mem­bros, saíram os primeiros missionários transculturais do Cristianismo. Enquan­to a igreja e os seus obreiros oravam, jejuavam e serviam ao Senhor, disse o Espírito Santo: "Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado" (At 13:2). Vê-se que o Espirito Santo não age à parte da igreja, mas em sintonia com ela. É a igreja que jejua e ora; é a igreja que ensina, que treina; é a igreja que impõe as mãos e despede. Todavia, é o Espírito Santo quem envia os missionários. Assim, os missionários exercem seu ministério pelo Espirito Santo. Foi o próprio Espirito Santo quem enviou os missionários para o campo de trabalho (Atos 13:3,4). A partir daquele momento, a Igreja de Cristo, irradiando-se a partir do Oriente Médio, universalizou-se até chegar a nós.

4. Identificação. Uma vez que o crente recebe a justificação por meio de Jesus Cristo, deve andar de modo digno da vocação a que foi chamado. Isso será demonstrado através de sua conduta, o seu viver diário. A conduta do crente deve refletir a de uma pessoa transformada, que foi lapidada pelo poder do Espírito Santo. Mas essa identificação cristã não se dá de imediato, é preciso um discipulado radical contínuo para se chegar à maturidade cristã.

A igreja em Antioquia era uma igreja que havia dado lugar prioritário ao ensino exaustivo da Palavra de Deus, à doutrina (At 11:22-26). Barnabé, ao verificar que havia conversão autêntica de muitos irmãos naquela igreja, tratou de buscar a Paulo e, durante todo um ano, houve o ensino da Palavra àqueles crentes. O resultado daquele ano de ensino não poderia ser melhor: os convertidos passaram a ter uma vida muito semelhante à de Jesus; passaram a ser diferentes dos demais moradores de Antioquia; passaram a ser provas vivas da transformação que o Evangelho produz nas pessoas. Após terem sido ensinados na Palavra e terem mudado de vida, os moradores de Antioquia passaram a notar a diferença e, cumprindo o que disse Jesus a respeito do efeito das boas obras dos Seus discípulos, passaram a chamar os discípulos de “cristãos”, isto é, “parecidos com Cristo”, “semelhantes a Cristo” (At 11:26). Eram os homens glorificando ao Pai que está nos céus (Mt 5:16); era o resultado do ensino da Palavra.

Hoje, há uma grande necessidade de mantermos uma conduta exemplar. Infelizmente, o modo de comportamento de milhões foi deformado pelo mundo; ao invés de evangelizar, desevangeliza. Quem nos olha como evangélicos, já não nos vê como cristãos. É hora de resgatarmos nossa identidade como servos de Deus para que, à semelhança dos crentes antioquinos, sejamos conhecidos como autênticos discípulos de Cristo.

Concordo com o Pr. Claudionor de Andrade, quando diz que “houve um tempo em que nós, pentecostais, recebíamos os mais abençoados codinomes. Em São Paulo, éramos cognominados de ‘crentes’, pois fazíamos questão de alardear a santíssima fé no poder do evangelho. Já no Rio de Janeiro, apelidavam-nos de ‘bíblias’, porque não escondíamos nosso apego à Palavra de Deus. Noutros lugares, as alcunhas oscilavam entre o elogio e a calúnia. Os católicos mais romanos chamavam-nos de ‘quebra-santos’, porquanto ensinávamos que há um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, o Homem Perfeito.

“O tempo passou. As coisas mudaram. Hoje, somos conhecidos por um agnome elegante e chique: ‘evangélicos’. Já não nos tratam de crentes, nem de bíblias, ou de quebra-santos. E, como evangélicos, fomos associados à prosperidade, ao luxo e à luxúria. Se continuarmos assim, logo perderemos também o nome de cristãos.

“Ontem, o mundo nos odiava, porque éramos biblicamente corretos. Hoje, o seu príncipe nos bajula, por estarmos entre os, política e socialmente, conformados. Ganhamos influência junto aos palácios e câmaras, mas já não temos ousadia junto ao trono daAquele cuja soberania não deve ser ignorada.

“Ontem, o joio entre o trigo. Hoje, o trigo entre o joio. E, pouco a pouco, vai a erva daninha sufocando a boa semente.

“No início, a igreja era evangelizadora. Agora, meramente evangélica. Se no passado fazíamos história, no presente, nem históricos somos. Já não temos perspectiva quanto ao futuro. Perdemo-nos no tempo, e já não temos noção de eternidade.

“Sim, há exceções e não são poucas. No entanto, fizemo-nos conhecidos não pelas exceções, mas pela regra geral. Se as exceções fazem o cristianismo invisível e militante, a regra geral dá corpo e forma à cristandade visível e já bem acomodada a este século”. (Pr. Claudionor de Andrade. O desafio da evangelização, pp.151 a 157).

III. A IGREJA DA EVANGELIZAÇÃO INTEGRAL

A igreja da evangelização integral é caracterizada por três ações básicas na divulgação do Evangelho de Cristo: promoção, comissão e manutenção.

1. Promoção. À semelhança de Antioquia, a igreja da evangelização integral não vive de si e para si. Antes, promove a proclamação de Cristo em todos os âmbitos (At 13:1-3). Para ela, não existe maior evento do que evangelizar e fazer missões. Cabe à igreja, portanto, na plena responsabilidade que lhe foi dada por Jesus Cristo, cuidar do ser humano em sua forma integral (1Co 6:18-20), promovendo a sua reconciliação com o Criador e proporcionando-lhe as condições necessárias para que ele sinta a plena comunhão da família de Deus.

Para cumprir a evangelização integral não é necessário nenhum método inovador, nem de fórmulas extravagantes, precisamos, sim, que retornemos ao Cenáculo para sermos revestidos de poder, e, assim, cumprir plenamente o cronograma divino do anúncio universal do Evangelho. O poder que a igreja recebe não é político, intelectual ou ministerial, mas um poder espiritual, pessoal e moral. A fonte desse poder é o Espirito Santo, e esse poder é dado para que a Igreja seja testemunha de Cristo até aos confins da Terra. Disse Jesus: “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me--eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra" (At 1:8). Jesus está dizendo aos discípulos que não lhes bastaria o poder do intelecto, da vontade ou da eloquência humana. Era preciso que o Espírito Santo agisse neles, dentro deles e através deles. Que o Senhor avive as igrejas locais, impulsionando-as aos confins da Terra.

2. Comissão. Na evangelização integral, a igreja tem de agir como a agência evangelizadora e missionária por excelência. Nenhuma organiza­ção pode substituí-la nessa tarefa. Jesus deu a ordem: “ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mt 28:19,20).

O homem não tem condições de salvar-se a si próprio e, mais, o deus deste século lhe cegou o entendimento para que não tenha condições de ver a luz do evangelho da glória de Cristo (2Co 4:4). Portanto, é tarefa da Igreja ir ao encontro de judeus e de gentios para lhes anunciar as boas-novas da salvação.

A ordem do Senhor é para que se pregue a toda criatura, mesmo aquela que, pela sua conduta, pela sua forma de proceder, é alvo de todo ódio, de toda repugnância, de todo o desprezo da sociedade e do mundo (vide Mc 5:1-20). Observe o exemplo de Jesus - Ele ia ao encontro dos publicanos e das meretrizes, considerados a escória da sociedade de seu tempo. E nós, o que estamos a fazer?

3. Manutenção. É dever de cada crente incentivar missões, orar pelos missionários e pelos que estão sendo enviados, e contribuir financeiramente para o sustento dos missionários. Quando olhamos para o princípio da Igreja, notamos nela o empenho dos crentes para que houvesse a manutenção e o sustento daqueles que tinham se dedicado à obra de Deus (At.2:44-46; 6:1-3; Fp.2:25; 4:18; 1Tm.5:18), como também o cuidado para que os pobres não passassem por necessidades que comprometessem a sua sobrevivência digna (2Co 8,9).

Não há qualquer fundamento para que se diga, como alguns, na atualidade, que não há qualquer necessidade de uma contribuição financeira na Igreja. Os textos bíblicos mostram, claramente, que devemos contribuir para a manutenção e sustento da obra de Deus e que esta obra envolve despesas e a necessidade de sustento daqueles que se dedicam integralmente a ela. Como se não bastasse isso, não podemos ter, na Igreja, qualquer necessitado, o que impõe a contribuição para que seja possível a ação social, não só entre os crentes, mas também em relação aos incrédulos, pois a ação social é elemento integrante da evangelização integral.

Em nossos dias, dias de “amor do dinheiro” (1Tm 6:10), vemos dois fenômenos totalmente inadmissíveis para o povo de Deus:

- Primeiro, a “mercantilização da fé”, em que, aproveitando-se dos mandamentos bíblicos referentes à contribuição financeira, muitos estão a tornar as igrejas locais em verdadeiras “empresas religiosas”, onde há uma sede de arrecadação que tem em vista tão somente a formação de impérios empresariais travestidos de organizações ou empreendimentos eclesiásticos e a nutrição de uma vida nababesca de poucos, que não estão nem um pouco preocupados com a obra de Deus, que se fazem cercar de um sem-número de “parasitas”, aproveitadores das “migalhas” que caem das mesas destes “mercenários”.

- Segundo, o “consumismo desenfreado”, que tem tomado conta dos corações de muitos crentes que direcionam os seus recursos para a satisfação de seus desejos e prazeres incontidos, com o desvio dos recursos que deveriam ser destinados à obra de Deus, e que servem apenas para a satisfação dos interesses materiais e mundanos dos que cristãos se dizem ser, e que fazem com que muito do que poderia ser utilizado na obra de Deus seja destinado para “mercenários” e para pessoas totalmente descompromissadas com a evangelização.

Como bem diz o Pr. Claudionor de Andrade, “evangelizar não é expandir impérios, ainda que estes exibam títulos eclesiásticos e igrejeiros. O evangelizar autêntico e pentecostal é mais semeadura que colheita, é mais chorar que rir, é mais pregar que teologizar. Que exemplo o semeador da parábola nos traz! O Mestre disse que ele saiu, mas calou-se quanto ao seu retorno, pois a evangelização integral tem a ver com o sair, e não com o retornar”.

“No auge da pros­peridade econômica do Brasil, o que fizemos em prol da evangelização mundial? Sabemos que algumas igrejas aproveitaram aquele momento para chegar aos confins da Terra. Outras, porém, viveram apenas para si, como se aquele instante não tivesse fim”.

Quando há compromisso com a Palavra de Deus, também comprometemos o nosso patrimônio com as “coisas de cima”, com aquilo que contribuirá para a salvação das almas e a glorificação do nome do Senhor. Pensemos nisto!

CONCLUSÃO

“Para que existe no mundo a Igreja Cristã? Ela não é um barco, em que podem flutuar os favoritos, felizes, e sem cuidado algum, por sobre o mar da vida até chegar à praia áurea. Ela não é uma companhia de seguros, à qual se podem pagar prêmios! Ela não é um clube social, cujos membros se reúnem ocasionalmente para gozar a companhia uns dos outros, se divertirem e trocarem ideias! Não. A Igreja de Cristo é uma instituição ganhadora de almas, a proclamar, a tempo e fora de tempo, que Jesus Cristo salva a todos os homens que O aceitarem...”(Orlando Boyer - Esforça-te para ganhar almas).

Foi um prazer estar com vocês neste trimestre letivo. Espero que as Aulas ministradas tenham despertado em cada coração o desejo de ganhar almas para o Reino de Deus. Que Deus nos conceda ânimo, saúde física e mental, e inspiração para enfrentarmos o novo desafio que está por vir. Deus os abençoe sobremaneira!

------

Luciano de Paula Lourenço

Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com

Referências Bibliográficas:

Bíblia de Estudo Pentecostal.

Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.

Comentário Bíblico popular (Novo Testamento) - William Macdonald.

Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal. CPAD.

Revista Ensinador Cristão – nº 67. CPAD.

Ev. Dr. Caramuru Afonso Francisco. Evangelização – a Missão máxima da Igreja. PortalEBD_2007.

O desafio da Evangelização. Pr. Claudionor, de Andrade. CPAD.

Orlando Boyer. Esforça-te para ganhar almas. Ed. Vida.

FONTE: www.luloure.blogspot.com

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

CASO BIANCA TOLEDO COM FELIPE HEIDERICH


Felipe Heiderich rebate Bianca Toledo e diz que “não existe laudo” que autorizasse sua internação


Felipe Heiderich, acusado pela ex-mulher de abusar sexualmente do enteado, de tentar o suicídio e de ser homossexual, respondeu as novas acusações de Bianca Toledo, de que teria feito denunciação caluniosa quando afirmou que foi mantido em cárcere privado.

Através de seu advogado, Leandro Meuser, as novas acusações foram rebatidas: “A Bianca não é médica, mas não também não existe nenhum laudo médico que indique o Felipe para a clínica psiquiátrica. Em momento algum ele foi atendido no hospital Lourenço Jorge, ele foi atendido na UPA da Barra da Tijuca”, disse o representante ao site Ego.


Essa declaração se refere a um trecho da nova acusação de Bianca a Felipe, quando a cantora afirmou que ela assinou a ordem de internação na clínica psiquiátrica após uma avaliação prévia feita no hospital Lourenço Jorge.

Meuser reafirmou que seu cliente foi mantido na clínica contra sua vontade, o que configuraria crime: “Felipe entende que ficou em cárcere privado porque não era vontade dele e até hoje não tem nenhum laudo de encaminhamento para a clínica. Nenhum médico indicou isso. Não existe depoimento de bombeiros. E entendo o fato dos funcionários da clínica tentarem se defender porque a clínica é uma das investigadas”, afirmou, rebatendo as afirmações da cantora sobre o Corpo de Bombeiros.

Sobre a acusação feita por Bianca de que Felipe Heiderich teria cometido denunciação caluniosa por dizer que foi mantido na clínica contra sua vontade, o advogado foi taxativo: “O Felipe não cometeu crime algum, até porque quem fez esse registro fui eu com procuração dele. Apenas relatei [o cárcere privado] para que fosse investigado se houve ou não crime. Fiz uma denúncia porque entendi que havia uma situação de cárcere privado, denunciei o fato e o delegado está investigando se há crime ou não”, pontuou, antes de concluir: “O Felipe aguarda o procedimento das investigações e ainda não deu o depoimento dele”.

FONTE: https://noticias.gospelmais.com.br/felipe-heiderich-nao-existe-laudo-autorizasse-internacao-85616.html

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

ESCLOA BÍBLICA DOMINICAL 3 TRIMESTRE PENULTIMA AULA



Aula 12 - A EVANGELIZAÇÃO REAL NA ERA DIGITAL

3º Trimestre/2016

Texto Base: Tito 2:11-15

"Então, o Senhor me respondeu e disse: Escreve a visão e torna-a bem legível sobre tábuas, para que a possa ler o que correndo passa" (Hc 2:2).

 INTRODUÇÃO

O século 21 é o século do imediatismo. Somos a geração fast: da comunicação virtual, da internet banda larga, da celeridade, do nanosegundo... A velocidade com que as informações se multiplicam e se propagam é espantosa. Alcançamos o mundo na ponta de nossos dedos, e o colocamos dentro da nossa sala de estar com um clik. Em tempo real, assistimos, concomitantemente, ao que se passa no planeta Terra, essa pequena aldeia global. Isso não deve surpreender-nos porque todo este avanço já estava previsto na Bíblia Sagrada (Gn 11:6).

A Igreja precisa estar preparada para se enquadrar neste ritmo fast da informação. Cada dia, precisamos nos aperfeiçoar e nos atualizar. O mundo virtual se modifica com uma velocidade impressionante. Há bem poucos anos, o suprassumo das comunicações (ex.: telex, facsimile) tornou-se praticamente inútil. O e-mail, como sabemos, nasceu com os dias contados; sem cerimônia, ele desbancou as tradicionais cartas. Mas, logo em seguida, foi pisoteado pelo Messenger e sepultado pelo WhatsApp; e a pá de cal mais uma vez não vai demorar a chegar. E a igreja precisa acompanhar bem de perto essa veloz mudança no mundo das comunicações sociais e usar isso para pregar o Evangelho. No lugar da imbecilidade das redes sociais, a Igreja deve levar uma mensagem e uma atitude diferenciadas. Paz, mansidão, equilíbrio e domínio próprio são características que precisam ser notadas no uso dessa riqueza de mídia que a Igreja tem à sua disposição. Urge mostrarmos para esta geração digital que "Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente" (Hb 13:8).

No primeiro século da Igreja, os apóstolos comunicavam o Evangelho com o que havia de mais moderno e eficiente em sua época. Certamente, se hoje eles estivessem entre nós não se furtariam em usar as tecnologias digitais para propagar a mensagem do Reino de Deus. Por isso, usar a mídia digital com destreza e criatividade é lançar mão de um instrumento legitimo que portará a mensagem do Evangelho. Avante, Igreja! Anunciemos as pessoas do mundo inteiro: “Arrependei-vos e crede no evangelho” (Mc 1:15).

I. PECADORES DIGITAIS NAS MÃOS DE UM DEUS REAL

É evidente que, com a multiplicação da ciência da comunicação, o pecado está mais contaminante e exógeno. Há pelo menos 18 anos ouvíamos dizer que, ao se desligar o televisor, uma janela se fechava ao pecado. Agora, carregamos o televisor no nosso bolso e na palma da nossa mão. Nossos celulares são, potencialmente, dispositivos pessoais e intransferíveis às tentações e concupiscências. Isso mostra que, na era da informação, há uma superexposição ao pecado. O Senhor Jesus alertou-nos que, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos viria a esfriar-se (cf. Mt 24:12).

Apesar de o pecado estar virulento na era digital, os computadores, smartphones e tablets têm facilitado sobremaneira a divulgação da mensagem do Evangelho de Jesus Cristo. Inúmeras portas têm sido abertas e a Palavra de Deus tem chegado a lugares que dantes seria humanamente impossível penetrar. A igreja deve abraçar com todo ousadia essa oportunidade e não satanizá-la. Estamos na era digital, mas o pecado da humanidade é real e somente o Evangelho de Cristo pode oferecer esperança à hu­manidade.

1. Pecados em série. Muitas pessoas passam a vida inteira chorando por uma decisão errada feita apenas num instante. Pagam um alto preço por uma desobediência. Choram amargamente por tomar uma direção errada na vida.

Davi estava no auge do seu reinado, quando tragicamente caiu em pecado, vencido pela sua própria paixão desenfreada. Conforme 2Samuel 11:3,4, desocupado, ao observar do terraço do palácio uma linda mulher que se banhava, Davi deixou-se dominar pela cobiça. Deveria ter abandonado o terraço e fugido da tentação. Mas, ao contrário, desejou-a, mandou que a trouxessem e adulterou com ela. Como se isso não bastasse, Bate-Seba ainda ficou grávida. Os resultados foram devastadores. Nesse tempo, ele deixou de ser um homem segundo o coração de Deus. Davi, deste modo, caiu da graça (cf. Gl 5:4). O seu adultério levou ins­tabilidade a todo o Israel.

Muitos filmes e novelas de hoje procuram colocar o pecado de Davi no contexto do romantismo e "amor" inegável; procuram fazer do pecado alguma coisa bonita e agradável. Mas, as Escrituras não oferecem nenhuma cena romântica para justificar o erro. Simplesmente diz: "Então, enviou Davi mensageiros que a trouxessem; ela veio, e ele se deitou com ela" (2Sm 11:4). Neste momento, Davi deveria ter sentido remorso profundo e tristeza sincera. Mas, ele não se virou para Deus naquela hora. Achou que o pecado poderia ser escondido, e as consequências evitadas. Foi o começo de uma série de pecados que parecem tão estranhos na vida de um homem escolhido por Deus. As tentativas foram cada vez mais pecaminosas. Isso sempre acontece com quem tenta esconder seu pecado (Sl 42:7; Nm 32:23).

Depois de ter consumado o seu ato pecaminoso, Davi, de várias maneiras e durante um bom tempo, tentou ocultá-lo (2Sm 11:27). Ele poderia ter interrompido e abandonado o pecado a qualquer momento. Mas quando alguém começa a transgredir é difícil parar (Tg 1:14,15).

a) ao adultério, Davi acrescentou mentiras. Quando soube que Bate-Seba estava grávida, ele chamou Urias para dar notícias da guerra, e em seguida ofereceu-lhe um presente e deu-lhe licença para ir a sua própria casa (2Sm 11:6-8). Tudo era mentira, engano, logro. Ele achou possível esconder seu pecado, enganando o próprio marido traído. Mas Urias não facilitou o plano de Davi. Por ser um soldado dedicado, ele recusou tirar férias quando os colegas estavam na batalha.

b) não dando certo a tática anterior, ele parte para agressão moral de Urias: embriaga o seu fiel soldado. Davi ofereceu um banquete a Urias com vinho embriagante (2Sm 11:12,13). Foi uma armadilha enganadora para que ele fosse a sua casa para se deitar com Bate-Seba e encontrar justificativa para Davi encobrir o seu pecado. Porém, o final do versículo 13 diz que Urias “não desceu à sua casa”.

c) frustrado, Davi avançou das mentiras ao homicídio (2Sm 11:14,15). A fim de encobrir o seu pecado, Davi escreveu uma carta a Joabe, na qual arquitetava a morte de Urias, marido de Bate-Seba. O próprio Urias levou a carta que selou a morte dele e de mais alguns soldados. Um assassinato covarde de um leal soldado, planejado pelo rei da nação escolhida (2Sm 11:16,17). Neste plano sinistro, o rei envolveu mais uma pessoa, Joabe, que era o comandante do exército e serviu de cúmplice sem saber os motivos de Davi.

As tentativas de esconder o pecado geralmente levam o pecador ao fundo do poço. Davi, cujo coração costumava ser dedicado ao Senhor, se entregou ao pecado e à vontade do diabo. Quando o crente procede dessa forma, o julgamento divino o aguarda, pois "Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará" (Gl 6:7).

O rei Davi mais do que ninguém sentiu na pele e na alma a tragédia desse pecado. A sua vida como homem comum jamais foi a mesma depois desse impensado ato. Deus, o Senhor de toda a justiça, reprovou o ato de Davi (2Sm 11:27), perdoou-o por se arrepender profundamente do ato impensado e precipitado, mas não o livrou das inevitáveis e trágicas consequências. Isto é uma advertência a todos os crentes desta era digital: “Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia” (1Co 10:12).

Hoje, discretamente, inúmeras pessoas, inclusive muitos que se dizem cristãos, acessam sites imorais e são até viciados na pornografia e sexo virtual, cujo conteúdo serve para alimentar as concupiscências mais grosseiras, baixas e abomináveis. Aquele que tem o Espírito Santo resiste a tudo isso, pois uma das virtudes do Espírito é o autocontrole/temperança (Gl 5:22). O erro não está no uso do tablet, do smartphone, do computador..., o erro está no acessar endereços e páginas virtuais imorais. É necessário temor e tremor a Deus, pois o pecado jaz à porta (Gn 4:7).

Cuidado com o pecado, pois ele pode levar você mais longe do que você quer ir. O pecado promete prazer e paga com o desgosto; levanta a bandeira da vida, mas seu salário é a morte; tem um aroma sedutor, mas ao fim cheira a enxofre. Só os loucos zombam do pecado.

2. Rede de intrigas. A influência das redes sociais na vida das pessoas é um fato incontestável. As redes sociais têm influenciado sobremaneira a vida de milhões de pessoas em todo o mundo. Podemos ver jovens se organizando politicamente em prol do bem comum, repassando informações úteis e aderindo a campanhas de solidariedade, como se vê rotineiramente. Vem se evidenciando a quantidade crescente de pessoas que utilizam as redes sociais como fonte de network (rede de contatos ou uma conexão com algo ou com alguém), resgatam contatos pessoais e profissionais, atualizam e disponibilizam os currículos, recomendam e são recomendados, divulgam trabalhos e parcerias... Em quase todas as coisas, podemos observar o lado positivo, porém, há o lado ruim, o lado negativo em muito maior incidência, infelizmente.

Com o surgimento das redes sociais, muitos cristãos diziam que os seus perfis tinham a finalidade de falar de Jesus. Mas não foi exatamente isso o que aconteceu. A maioria dos crentes está transferindo para o virtual os seus maus hábitos reais. Não há evangelização, não há pregação e não há testemunhos. Há, sim, muitas brigas, contendas e testemunhos duvidosos. Se por um lado, as redes sociais facilitam encontros e contatos entre amigos e parentes distantes, por outro, têm multiplicado intrigas, traições, adultérios e a destruição de lares. Esse efeito nocivo pode ser minimizado, senão anulado, se cada crente as utilizar para ganhar os pecadores digitais para o Cristo real.

Concordo com o Pr. Claudionor de Andrade quando diz que as situações que favorecem o pecado são sempre íntimas e sigilosas. Foi assim que Davi perpetrou um adultério e um assassinato. O caso de Amnom e Tamar (filho e filha de Davi, respectivamente) também é bastante emblemático (2Sm 13:1-14). Ammon utilizou-se de uma rede sofisti­cada de relacionamentos, administrada por Jonadabe, a fim de seduzir sua meia irmã, Tamar. E, assim, utilizando como pretexto amor e doença, estuprou a própria irmã, levando a vergonha e o ódio à família real de Israel.

Alguém pode indagar: se ambos os exemplos são tão antigos, em que a era da informação é mais perigosa? Seu risco está em multiplicar as possibilidades dessa mistura letal: intimidade e sigilo. Primeiro, com os computadores pessoais e, agora, de forma irresistível, com os tablets e celulares. Isso formou uma geração de usuários que vive seus dias na intimidade e no sigilo dos aparelhos eletrônicos. Escondidas atrás das telas, as pessoas sentem-se mais seguras em transgredir as leis e os mandamentos do Deus que tudo vê.

Cuidado, o pecado é maligníssimo. Ele é pior do que a pobreza, do que a solidão, do que a doença. Enfim, o pecado é pior do que a própria morte. Esses males todos não podem destruir sua alma nem afastar você de Deus, mas o pecado arruína seu corpo, sua alma e afasta você de Deus (Is 59:2). Pense nisso!

3. O e-mail fatal. Como disse anteriormente, a fim de encobrir o seu pecado, Davi escreveu uma carta a Joabe, na qual arquitetava a morte de Urias, marido de Bate-Seba. Davi utilizou o seu “e-mail” para o mal. Hoje, infe­lizmente, o correio eletrônico, tão útil e necessário, vem sendo utilizado também para arruinar reputações, caluniar e até matar. Nós, porém, podemos utilizar o nosso correio eletrônico para o bem, para a evangelização, para salvar vidas que estão à beira da morte. Vamos utilizar esta ferramenta para comunicar vida através do Evangelho de Cristo. Utilize seu e-mail para divulgar a Palavra de Deus. Devemos alcançar esse campo missionário virtual de pessoas reais que caminham para um lago de fogo também real (Ap 21:8). Devemos abraçar esse desafio com habilidade e dedicação.

II. GANHANDO ALMAS NA ERA DA INFORMAÇÃO (1)

Falar de Cristo através da Internet é um ministério que exige vocação, pois o ambiente da rede global de computadores acha-se poluído com sites ruins e mal-intencionados, que acabam pregan­do outro evangelho (Gl 1:6). É nesse ambiente que a sua página (blog, site, fanpage, etc.) tem de fazer toda a diferença. E tome cuidado com os vírus doutrinários, pois são fatais. Quem utiliza esse meio para evangelizar, precisa ter uma mensagem bem definida: o evangelho puro e simples de Cristo (1Co 2:2).

1. Uma rede para pescadores de homens. A rede mundial de computadores, conhecida também como internet, conecta o mundo inteiro. É um veiculo muito rápido de comunicação. É um potente meio de evangelizar e levar a Palavra de Deus a lugares que estão a milhares de quilômetros de distância. Evangelizando pela internet nós conseguimos alcançar pessoas em vários lugares que no método tradicional não seria possível. Então a internet acaba por ser um meio que pode incrementar e ajudar na evangelização do mundo. “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16:15). Redes sociais, blogs e comunidades são potenciais lugares de evangelização na internet; são lugares onde podemos tocar várias vidas com a mensagem de Cristo. Portanto, dediquemos um tempo para evangelizar na rede web. Gastamos tanto tempo na internet com coisas sem valor por que não dedicarmos alguns minutos para evangelizar? Atrelado à dedicação, sejamos exemplos, no trato, na modéstia e no amor. Mostremos que o mundo não nos influencia, mas nós é que influenciamos o mundo.

2. Você é o que você publica. Jesus disse em Mateus 12:34 que "a boca fala do que está cheio o coração" (ARA). Logo, as nossas postagens cotidianas, nas redes sociais, têm muito mais poder testemunhal do que as frases intencionalmente evangelísticas, pois somos o que publicamos. Admiradas, as pessoas indagavam acerca da fonte da autoridade das pregações de Jesus. Todas elas, porém, sabiam que Ele ensinava com autoridade, e não como os escribas e fariseus (Mc 1:22). O Mestre, antes de tudo, vivia estritamente por suas palavras. O seu discurso intencional concordava com as suas ações. Conclui-se que uma mensagem evangelística, perdida entre centenas de postagens inconvenientes, pecaminosas e mundanas, será tão destrutiva quanto o pior dos vírus de computador.

3. Crie uma FanPage. A FanPage é diferente do perfil. Este serve para pessoas; aquela, para empresas e instituições. A sua igreja, seu grupo de jovens e adolescentes, ou qualquer outro departamento de sua congregação, pode ter uma FanPage. É absolutamente gratuito e muito fácil de usar. Na verdade, o FaceBook encarrega-se de orientar o usuário nas postagens. Além disso, os relatórios da FanPage (todos fornecidos automaticamente pelo FaceBook) permitem-lhe monitorar a repercussão das postagens. A Igreja do Senhor precisa produzir conteúdos bíblicos de excelente qualidade, que se contraponham a avalanche pornográfica que o orbe virtual apresenta.

4. Desenvolva um canal no YouTube. Na internet apenas as iniciativas excelentes e gratuitas sobrevivem. Por isso mesmo, é possível usar alguns serviços excepcionais, na rede, sem gastar nenhum centavo. Haja vista os canais do YouTube. Você pode postar vídeos curtos (para fins evangelísticos) ou palestras e pregações. Mas é importante que você tenha algo em mente: ninguém acessa ou assina um canal para fazer de você uma celebridade digital. As pessoas só assistem àquilo que as interessa; na internet, ninguém é obrigado a nada. Então, seja criativo e relevante; busque a sabedoria do alto.

5. Crie uma lista de transmissão no WhatsApp. O Brasil tem mais aparelhos telefônicos ativos que pessoas. E se você possui um celular, provavelmente tem WhatsApp. Esse aplicativo caiu no gosto dos brasileiros de tal maneira, que o nosso país é a maior audiência dele fora dos Estados Unidos, segundo especialistas no assunto. Mas com o WhatsApp veio a perturbadora mania dos grupos. É grupo de mocidade, das irmãs, da classe da Escola Dominical, da faculdade e do pessoal do trabalho. E o que era para ser um fórum para assuntos ligados aos interesses comuns tornou-se um meio de divulgação de piadas, vídeos bizarros e imagens satíricas. Para fins evangelísticos, portanto, um grupo é uma coisa inútil. O que fazer? A solução pode estar nas listas de transmissão. Com essa funcionalidade, você pode enviar uma mensagem redigida em linguagem direta não para um, mas para todos os seus contatos. Ela será visualizada pelos destinatários como sendo um recado pessoal seu para eles, para cada um pessoalmente, mas sem o trabalho de redigir um texto para cada contato. Então, faça uma lista de transmissão apenas para os seus contatos não crentes.

III. EVANGELHO REAL PARA PESCADORES DIGITAIS (2)

A evangelização dos pecadores digitais, para ser bem-sucedida, tem de levar em conta alguns fatores.

1. Fator Habacuque (Hc 2:2). A mensagem pela Internet há de ser clara, breve e objetiva – “Então, o SENHOR me respondeu e disse: Escreve a visão e torna-a bem legível sobre tábuas, para que a possa ler o que correndo passa”. Nada de mensa­gens enfadonhas, cheias de parênteses e subjetivismos. Se não for assim, as pessoas que passam correndo pelos sites, em busca de novidades, jamais serão alcançadas pelo Evangelho. Portanto, seja direto e incisivo. Você pode, em alguns minutos, expor eficientemen­te o Plano da Salvação. Otimize este tempo, incluindo o apelo e a oração.

2. Fator Eliseu (2Rs 4:9). O profeta Eliseu era reconhecido, por todo o Israel, como um autêntico homem de Deus – “E ela disse a seu marido: Eis que tenho observado que este que passa sempre por nós é um santo homem de Deus”. Da mesma forma, a vida cristã deve ser o modelo e o referencial para a sociedade. Precisamos viver o que pregamos, ou pregar o que vivemos. Não há uma dualidade entre o que o crente diz e faz, do tipo “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. O testemunho é feito principalmente por meio de nossa vida. Ele fala aos nossos ouvintes mais alto até que nossas palavras. O mundo não lê a Bíblia, mas lê a nossa vida, o nosso testemunho. Por isso o apóstolo Paulo exorta-nos: "Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus”.

É dever de todo cristão, ter uma vida íntegra, independente do modelo e dos padrões da sociedade moderna. Como disse o Senhor, por intermédio do profeta Malaquias: "Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus e o que não serve" (Ml 3:18); demonstrando, assim, que o mundo deve ver esta diferença em nós. Portanto:

·    Nosso bom testemunho deve ser exemplar (1Tm 4:12) – “Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, na caridade, no espírito, na fé, na pureza”.

·    Nosso bom testemunho deve ser verdadeiro (João 21:24) – “Este é o discípulo que testifica dessas coisas e as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro”.

·    Nosso bom testemunho deve ser íntegro (Tt 2:7) – “Em tudo, te dá por exemplo de boas obras; na doutrina, mostra incorrupção, gravidade, Sinceridade”.

·    Nosso bom testemunho deve ser irrepreensível (Tt 2:8) – “linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós”.

·    Nosso bom testemunho deve ser transparente (Fp 4:5) – “Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor”.

Que nossos sites e páginas sociais venham a glorificar a Cristo. Quem nos visita digitalmente tem de saber que temos um compromisso real com o Evangelho de Cristo. Por esse motivo, não se envolva em questões polêmicas que geram brigas e discussões. Cuide de sua reputação. Você constatará que, em muitos casos, sua postura será suficiente para levar almas aos pés de Cristo.

3. Fator Paulo (Atos 17:23). Chegando a Atenas, Paulo encontrou um ponto de contato evangelístico, ao deparar-se com o altar dedicado ao Deus Desconhecido - “Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais não o conhecendo é o que eu vos anuncio”. Esteja, então, inteirado quanto aos eventos, problemas e crises que atingem a sociedade. A partir de um ponto de contato inteligente, introduza eficazmente o Evangelho de Cristo.

4. Fator Filipe (Atos 8:30). Ao perceber que o oficial de Candace, rainha dos etíopes, lia o profeta Isaías, Filipe não perdeu tempo com uma abordagem sutil. Mas, de maneira direta, perguntou-lhe: “[...] Entendes o que lês?". Quem se dedica à evangelização, na internet, deve estar sempre preparado para interpretar a Palavra de Deus, pois a internet é um universo infestado de vírus doutrinários. É indispensável ao evangelista digital um preparo real. A recomenda­ção de Paulo não pode ser desprezada: "Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade" (2Tm 2:15).

CONCLUSÃO

O mundo jamais viveu um avanço científico como este que vivenciamos. Indubitavelmente, o conhecimento produzido no último século é superior a tudo o que foi escrito, descoberto ou criado anteriormente. Mas isso não deve surpreender-nos. Primeiro, porque está previsto nas Escrituras (Dn 12:4) e, segundo, porque o saber não é essencialmente danoso (Pv 2:6). Apesar das óbvias vantagens que a era da informação oferece, é um desafio evangelístico, pois não houve outro momento com mais distrações ou concorrências à pregação do evangelho do que o atual. Nunca o ser humano conheceu tanto sobre si e tão pouco sobre Deus. Por esse motivo, temos de concentrar-nos a falar de Cristo a uma geração que só conhece a rapidez e o imediatismo.

-------

Luciano de Paula Lourenço

Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com

Referências Bibliográficas:

Bíblia de Estudo Pentecostal.

Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.

Comentário Bíblico popular (Novo Testamento) - William Macdonald.

Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal. CPAD.

Revista Ensinador Cristão – nº 67. CPAD.

O desafio da Evangelização. Pr. Claudionor, de Andrade. CPAD.

Orlando Boyer. Esforça-te para ganhar almas. Ed. Vida.

(1) Adaptado do texto “A Evangelização na Era Digital”. Pr. Claudionor de Andrade. CPAD.

(2) Adaptado da Lição Bíblica do Mestre “O desafio da Evangelização”. pp. 87/88. CPAD.

FONTE: http://luloure.blogspot.com.br/

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

SILAS MALAFAIA E REDE TV


Com Dívidas de R$ 1,8 Milhão, Malafaia Cancela Contrato com a RedeTV! e pede ajuda a fiéis


O pastor Silas Malafaia anunciou que encerrou o contrato que mantinha com a RedeTV! para exibição, aos sábados, do programa Vitória em Cristo devido a uma dívida que chega a R$ 1,8 milhão. A informação foi enviada aos colaboradores da associação homônima.

O programa Vitória em Cristo, no ar há mais de 34 anos, era exibido na RedeTV! há mais de duas décadas (o espaço na grade de programação começou a ser locado pelo pastor quando a emissora ainda se chamava Manchete), e o acúmulo de débitos obrigou o encerramento do contrato.


Em um e-mail objetivo, Malafaia pediu aos “parceiros ministeriais” – fiéis que contribuem mensalmente com valores diversos para que a Associação Vitória em Cristo mantenha suas atividades, que incluem projetos sociais – que “não falhe com a semente que tem plantado” nos projetos da entidade.

Malafaia sempre ressaltou que as ações da Associação Vitória em Cristo são custeadas pelos “parceiros ministeriais”, já que quando iniciou as atividades da entidade, ele não contava com ajuda da então Assembleia de Deus da Penha, atualmente ADVEC.

“Estamos precisando muito, mas muito mesmo, que você não falhe com a semente que tem plantado em nosso ministério. Acabo de cancelar o contrato com a RedeTV, referente ao programa exibido há mais de 20 anos nessa emissora, por falta de recursos. A Associação Vitória em Cristo possui um débito de aproximadamente 1 milhão e 800 mil reais, que não tem conseguido pagar e, por isso, cancelamos o programa, a fim de adequar nossos gastos à nossa receita”, diz a introdução do e-mail enviado aos fiéis que são colaboradores da entidade.

No comunicado, o pastor afirma que continuará “com a exibição do programa na Rede Bandeirantes, aos sábados, ao meio-dia”, e relata que os projetos de cunho social estão garantidos, por enquanto: “Ainda não cortamos nenhuma verba dos projetos sociais, porque, se fizermos isso, algumas entidades terão de fechar suas portas, e pessoas necessitadas deixarão de ser assistidas”.

Ao final, o pastor pede que os fiéis ajudem na quitação das dívidas: “Estamos atravessando um momento dificílimo. Peço em nome de Jesus que você mantenha sua fidelidade como Parceiro Ministerial. Somente Deus poderá recompensá-lo”.


FONTE: https://noticias.gospelmais.com.br/dividas-18-milhao-malafaia-cancela-contrato-redetv-85268.html

domingo, 28 de agosto de 2016

DESAFIO DA EVANGELIZAÇÃO 10 AULA


Aula 10 - O PODER DA EVANGELIZAÇÃO NA FAMÍLIA

3º Trimestre/2016

Texto base: Atos 16:25-34

“[...] Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa" (At 16.31).

INTRODUÇÃO

A Igreja é formada pela soma de suas famílias. Famílias bem estruturadas formam Igrejas bem estruturadas. Isto é verdade, e Satanás sabe disto. Por esta razão, de forma mais acentuada nestes “últimos dias”, ele tem investido pesadamente contra a estrutura familiar, de forma especial, através da televisão, usando, principalmente, as novelas. Satanás sabe que desmoralizando o casamento, incentivando as uniões ilícitas - tanto as normais, como as homossexuais -, enaltecendo a libertinagem sexual, quebrando a hierarquia familiar, retirando ou coibindo a autoridade dos pais, e coisas correlatas, enfraquecerá, desmoralizará, acabará com a estrutura familiar. Porém, seu alvo principal é a Igreja. Ele sabe que combatendo a família, está prejudicando a Igreja.

A destruição da instituição familiar representa a própria destruição da humanidade, da imagem e semelhança de Deus na vida dos seres humanos e é por isso que o adversário de nossas almas, que nos odeia e nos detesta, tem investido tanto na destruição desta instituição. Destrua-se a família e estarão destruídos os seres humanos e, por conseguinte, toda a sociedade.

Deus deseja salvar todas as famílias da Terra. Para salvá-las, Deus age de várias maneiras. O evangelista Lucas narra a trans­formação operada pelo Evangelho no lar do carcereiro de Filipos. O terremoto foi o instrumento que Deus utilizou para abrir as portas da prisão e quebrar os ferrolhos dos corações endurecidos. O propósito de Deus no terremoto foi sacudir as almas dormentes. Deus precisou mandar um terremoto para o carcereiro ser convertido.

O mesmo Deus que abriu o coração de Lídia numa reunião de oração envia um terremoto para abrir o coração do carcereiro e salvar a sua família. Tomado pelo medo, o carcereiro perguntou aos apóstolos: "Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar?" (At 16:30). Paulo e Silas responderam imediatamente: "Crê no Senhor Jesus Cristo, e serás salvo, tu e a tua casa" (At 16:31). Toda a família do carcereiro foi salva e, naquela mesma noite, foi batizada nas águas.

Como evangelizar a nossa família – esposa, filhos e parentes? É o que vamos estudar nos tópicos seguintes. É válido salientar que o campo missionário começa em nossa casa.

I. EVANGELIZANDO NA FAMÍLIA

É preciso anunciar Jesus Cristo a todos e em particular àqueles que na família – cônjuge, filhos, pai, mãe e outros parentes - ainda não aceitaram Jesus Cristo como único e suficiente Senhor e Salvador.

1. A família, o primeiro desafio da evangelização. É no âmbito da família que surge a primeira experiência de proclamar a Jesus mediante tudo o que Ele é e representa para nós. Quando Jesus disse: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura”, Ele estava nos dizendo que o primeiro grande desafio da evangelização se dá em nossa família. Ali, nossos pais, filhos, cônjuges ou outros parentes presenciarão o impacto da transformação que o Evangelho trouxe às nossas vidas.

Por ser de origem divina, o inimigo tem atacado a família de maneira implacável. As tentações aos pais de família, principalmente na área do sexo e do mau relacionamento com os filhos têm sido constantes; os ataques aos filhos, lançando-os contra os pais; dos pais contra os filhos; o problema das drogas, da libertinagem sexual, da pornografia, de outros vícios, do homossexualismo, tudo isso e muito mais, tem ocorrido com muita intensidade em inúmeras famílias, nestes últimos dias da Igreja na Terra. Satanás sabe que ele já está julgado e quer levar o maior número de pessoas com ele para o Inferno (ler Salmo 9:17). Por isso, dentro de qualquer projeto de evangelização, a família cristã deve ocupar um espaço privilegiado. Muitas são as famílias esperando pelo evento salvífico de Jesus Cristo.

- A conversão da família do carcereiro de Filipos é um dos relatos que mais evidenciam o interesse de Deus em salvar toda a família. Depois daquele terremoto que abalou os alicerces da prisão, e já antevendo a sua desgraça, perguntou o carcereiro: "Que me é necessário fazer para me salvar?". A resposta que lhe deu Paulo é uma promessa tanto a ele quanto a nós: "Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa". Quando o pecador crê na primeira parte da promessa, é salvo; e quando crê na segunda, pode levar toda a família a receber a mesma salvação. Deus converteu a família do carcereiro de Filipos porque ele se humilhou grande­mente e abriu a sua vida para Deus (At 16:27-34).

- A conversão da família de Raabe, a meretriz, prova que um pecador verdadeiramente arrependido pode levar toda a família a receber a Jesus. No capítulo dois de Josué, vê-se como Raabe tinha uma fé viva em Deus (Hb 11:31), não só para alcançar sua salvação, mas também para rogar pelo pai, mãe e irmãos (Js 2:13). Quando os muros de Jericó caíram por terra, permaneceu em pé o trecho onde se encontrava a casa de Raabe. Apesar de tudo quanto havia na cidade - homens e mulheres, moços e velhos, bois, ovelhas e jumentos - ser totalmente destruído (Js 6:21), ela com seu pai, mãe e irmãos e todos os seus parentes foram salvos (Js 6:23). Se Deus ouviu a oração daquela meretriz, certamente agirá do mesmo modo em relação a nós, resgatando nossas famílias desta Jericó que, em breve, há de ser destruída.

- A conversão da família de Cornélio. Cornélio, depois de mandar chamar a Pedro, foi aos amigos e convidou-os para ouvir o conselho de Deus, mas não se esqueceu dos da sua casa. Eles assistiram à exposição do Evangelho, foram salvos e, em seguida, foram cheios do Espírito Santo. Se há regozijo nos céus por um pecador que se arrepende, quanto mais por uma casa inteira que se salva.

- A conversão da família de Lídia. Esta rica vendedora de púrpura, é outro exemplo de crente que não se dá por satisfeito enquanto não vê toda a família aos pés de Cristo. Deus salvou a casa de Lídia porque Ele a julgou “fiel ao Senhor” (At 16:14,15).

2. Ordenar a família para caminhar nos retos caminhos do Senhor é essencial. Certo homem, crente e fervoroso no espírito, trabalhando na lavoura, lutava com dificuldades para conseguir levar o pão à sua família. O Senhor o abençoou com grande prosperidade material. Foi então que a esposa e os filhos insistiram com ele para que se mudassem para a cidade. Para agradá-los, resolveu deixar o campo. Já agora desfrutan­do de uma vida cômoda e sem preocupações, a mulher e os filhos buscaram desfrutar das vaidades mundanas. O pai, sozinho e triste, era obrigado agora a assistir aos cultos sem a família. Mas, percebendo que esta situação não poderia persistir, convocou a esposa e os filhos para lembrar-lhes de como serviam fielmente a Deus quando se encontra­vam na pobreza; e, de quando precisavam lutar com dificul­dades para ganharem o pão de cada dia. Em seguida, advertiu-os solenemente: "Se vocês não abandonarem esta vida mun­dana e a companhia dos inimigos de Deus, devolverei todas as riquezas que Ele nos confiou, e voltaremos a lavrar o solo, e viveremos no temor do Senhor". Ele ordenou a sua casa e foi bem-sucedido. Todos obedeceram imediatamente. Como seria bom se todos os pais experimentassem fazer o mesmo, isto é, se ordenassem a sua casa a caminhar nos retos caminhos do Senhor.

Jesus chamou o Lar Eterno de a Casa de meu Pai (João 14:1-3). Dessa Casa, o Pai dispensa-nos o seu amor, supre todas as nossas necessi­dades e ordena a sua Igreja. Por isto, Ele quer que o lar do crente, na Terra, seja em tudo parecido com o Lar Eterno.

Vejamos, a seguir, alguns exemplos de pessoas que souberam ordenar as suas famílias e levá-las a Deus.

a) Exemplo de Noé. “Pela fé, Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, temeu, e, para salvação da sua família, preparou a arca” (Hb 11:7). Deus não chamou somente o patriarca, mas também toda a sua casa a entrar na arca; e, assim, foi salva toda a sua família. A arca serve-nos como tipo de Cristo, o único que nos salva do dilúvio de pecado que nos quer destruir. Foi pela fé (Hb 11.7) que Noé cooperou com Deus, e conseguiu o indizível gozo de ver todos os seus entes queridos seguros consigo na arca, enquanto lá fora desciam as torrentes de água, provocando a maior destruição jamais vista pelos homens. Se tivermos a mesma fé, haveremos de ver cada um dos membros de nossas famílias refugiar-se em Jesus e, assim, salvar-se do horrendo dilúvio de incredulidade, pecado, vício e crime que destrói o mundo atual.

b) Exemplo de Jó. Encontramos em Jó outro ideal de pai que, verdadeiramen­te, soube ordenar seus filhos nos caminhos de Deus. “Seus filhos iam às casas uns dos outros e faziam banquetes, cada um por sua vez…Decorrido o turno de dias de seus banquetes, chamava Jó a seus filhos e os santificava; levantava-se de madrugada e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles, pois dizia: talvez tenham pecado os meus filhos e blasfemado contra Deus em seu coração. Assim o fazia Jó continuamente” (Jó 1:4,5). Não lhe bastava evitar o próprio pecado; cuidava que seus filhos também não pecas­sem. Como sacerdote do lar, chamava-os para os santificar; levantava-se antes do romper da aurora para oferecer holocaustos por eles.

c) Exemplo de Josué. Josué é outro dos muitos exemplos de homens dedicados a Deus, que souberam ordenar toda a sua casa. Perante as tribos de Israel, reunidas em Siquém, conclamou o povo a seguir seu exemplo: "Eu e a minha casa, porém, serviremos ao Senhor" (Js 24:15). Seus filhos sabiam que sua fidelidade a Deus era verdadeira, e que, enquanto Josué vivesse, teriam de servir fielmente a Deus.

Diante de tantas influências que recebemos do mundo para o nosso viver, a nossa decisão deve ser tal qual à de Josué: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor”. Qual tem sido a decisão de vida para cada um de nós, pessoalmente, e para a nossa família? Corajosa e resoluta como a do grande líder Josué? Não espere ficar velho para tomar essa decisão, pois o Senhor virá como um ladrão, ou seja, na hora em que nós não esperamos (1Tes 5:2; 2Pe 3:10).

3. Insista nos princípios cristãos. A mãe de uma moça cristã insistia que ela se vestisse de modo indecente, mas a filha recusou. O pai de um rapaz cristão queria levá-lo a uma prostituta para ter a experiência, mas o filho recusou. Há irmãos que se levantam e saem da sala porque a família insiste em assistir novelas ou programas imorais; estes irmãos estabeleceram os seus valores morais mais sublimes. Se você colocar Jesus em primeiro lugar, nunca você vai perder. Se colocar Jesus em segundo lugar, nunca você vai ganhar. Você não ganhará a sua família para Cristo, conformando-se com o pecado só para agradá-la.

4. Pratique valores éticos no âmbito familiar. Nenhuma outra instituição social é mais influente na formação do caráter, na educação, na disseminação de valores éticos, morais e espirituais do que a família. Infelizmente, os pais cristãos estão negligenciando a sua importância na formação desses valores, querendo transferir para a escola e para a igreja tais papéis.

Os filhos veem em seus pais os seus maiores exemplos para a vida. Eles sentem-se felizes e seguros, quando veem seus pais em atitude de respeito e amor. Isso é fundamental para sua formação espiritual, moral e afetiva. Porém, quando uma criança, um adolescente ou um jovem sabe que seu pai trai sua mãe, ou vice-versa, eles sentem o impacto emocional.

Um menino, em prantos, perguntou ao seu pai: "Pai, por que o senhor faz isso com a mamãe? Por que o senhor tem outra mulher?". Não adiantam explicações. Instala-se a tristeza, a insegurança e muitas vezes a revolta no coração dos filhos.

Conta-se que uma senhora que se dizia crente traiu seu esposo com um estranho, com quem se envolveu num encontro casual, num transporte coletivo. Ao saber do fato, o marido não suportou, deixou a esposa, apesar de ela demonstrar arrependimento. Os filhos tomaram ciência da situação. Pediram aos pais que se unissem pois precisavam deles. Não adiantou. A separação foi concretizada. Os filhos passaram a ter problemas na escola. As notas caíram. O rendimento escolar decaiu. Problemas psicológicos afetaram o mais novo, requerendo tratamento médico. A menina, na adolescência, envolveu-se com más companhias na escola, e passou a fazer uso de drogas. A mãe foi a causadora de toda essa tragédia. O pai não soube perdoar. E o lar foi destruído. Mais uma vitória do Diabo. Mais uma derrota para uma família cristã.

Cuidado, não transija! Não venda sua consciência! Nosso mundo está mudando todo dia. As pessoas dizem: “que nada! Os tempos mudaram, sexo antes do casamento e fora dele, e adultério, não tem problema! Dançar nas boates não tem problema! Ficar com um rapaz ou moça hoje e com outro ou outra amanhã não tem problema! Visitar site pornográficos não Internet não tem problema!”. Isso é um tremendo engano de Satanás. Jesus disse: “Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lançai-o de ti...” (Mt 5:29).

II. EVANGELIZANDO OS FILHOS

Certa vez irrompeu um pavoroso incêndio numa escola, deixando cerca de setenta crianças presas pelas chamas. A multidão, que se ajuntara no lugar do sinistro, corria angustiada e confusa; uns para cá, outros para lá. Não podendo alcançar seus filhos, por causa do intenso calor, as mães clamavam por eles como loucas. Homens fortes, diante daquele quadro, só podiam lamentar: "O que posso fazer par salvar meu filhinho?". Ouviram-se, então, apesar do alvoroço, os gritos de um menino que, vendo o pai, perguntou: "Papai, não pode salvar-me?! Não vens acudir-me?!". Mais alto que o alarido agonizante das outras crianças, persistiam os gritos: "Papai não podes salvar-me? Não vens acudir-me?!". Apesar de esforços sobre-humanos, o pai nada pôde fazer pelo filho. Poucos dias depois, aquele pobre homem também morreria, com os rogos do menino a ecoar-lhe nos ouvidos: "Papai, não podes salvar-me?! Não vens acudir-me?!".

Por acaso, muitos pais não ouvem também os gritos de seus filhos que se veem ameaçados neste mundo de horror? E o pior é que, não somente os seus corpos, mas principalmente as suas almas, acham-se na iminência de se perderem por toda a eternidade.

Várias são os meios de evangelização dos filhos. Dentre elas destacamos:

1. O Culto Doméstico. “Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma, e atai-as por sinal na vossa mão, para que estejam por testeiras entre os vossos olhos, e ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te” (Dt 11:19).

Quando se tem a oportunidade e abertura para isto, um instrumento valioso para se evangelizar a família é o Culto Doméstico. Ali, cantamos ao Senhor, testemunhamos da sua graça, meditamos em sua Palavra e podemos perceber o caráter de Deus sendo trabalhado em nossa mente e coração.

O encontro com a Palavra de Deus no seio da família pode ser um momento singular de evangelização familiar. Ninguém pode desculpar-se, dizendo que não tem tempo, porque os poucos minutos que dedicamos ao Senhor hão de representar um peso tremendo na vida de nossos entes queridos. Mais valem alguns minutos na presença do Senhor, do que milhares de horas passadas longe dele. Certamente todos podem achar tempo para aquilo que é essencial à salvação e segurança de todos os membros da família.

Quais são os elementos do Culto no Lar?  Eis alguns elementos que devem ser utilizados no Culto Doméstico:

Ø  Leitura e ensino da Bíblia. A leitura da Bíblia deve ser elemento insubstituível no Culto Doméstico. A mesma deve contribuir com o enriquecimento da família inteira. Os pais devem explicar as passagens que os filhos não entendem. Histórias bíblicas, dramatizações, literaturas evangélicas, são ajudas para variar, mas nunca para tomar o lugar da Bíblia.

Ø  Oração. Através da Oração o filho fala com o Pai. A oração é, para a vida espiritual, o mesmo que a respiração é para vida física. Deve ser uma parte natural na vida do lar cristão. A oração no culto doméstico pode ser variada. A família pode orar em uníssono. Também o pai ou a mãe pode dirigir uma oração, cada membro da família pode fazer uma oração de apenas uma frase, ou até pode haver oração silenciosa. Seja qual for a maneira, a oração deve ser específica.

Ø  Louvor. Hinos e corinhos são muito eficazes para se cantar em atitude de adoração, no culto doméstico. As crianças aprendem muito acerca de Deus cantando corinhos.

2. Os símbolos cristãos. Além da dinâmica do Culto Doméstico, os símbolos de nossa fé também chamam atenção de nossa parentela: o nosso hinário, a Bíblia Sagrada, os livros cristãos, os CDs de músicas sacras que tocam a alma, devem estar ao alcance de todos os membros da família. Os pais israelitas foram instruídos a fazer menção do Senhor aos filhos, narrar-lhes os feitos divinos em todas as ocasiões. Eles o faziam através de lembretes escritos, rituais e monumentos (Dt 6:6-9; Êx 12:25-27; Js 4:5-7).  Que o Evangelho seja visto, ouvido e vivido em nosso lar.

3. Tendo um viver cristão exemplar. Salvo raras exceções, os filhos são um retrato dos pais. A atitude destes é a exteriorização dos ensinos que lhes são oferecidos em seus lares. Em Deuteronômio 6:7, está escrito: “e as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te”. Aqui fica claro que o ensino deveria ser através do exemplo. Os filhos deveriam ver e conhecer a Deus por intermédio das atitudes dos pais; é o que chamamos de aprendizagem pelo exemplo. O discurso dos pais deve ser coerente com as suas ações, pois eles, pais, são exemplos. Não adiante ensinar algo e fazer o contrário. Nossas palavras e ações têm o poder de influenciar as pessoas para o bem ou para o mal. Portanto, não se pode evangelizar em família sem o compromisso de demonstrar na prática de vida uma conversão sincera.

A boa conduta do crente, em casa, além de ser útil para instruir os filhos é também útil para evangelizar os vizinhos e demais parentes. A nossa postura íntegra, contrastando com o estilo de vida deste mundo, haverá de atraí-los a Jesus. Veja a atitude de Isaque quando da disputa dos poços. A sua atitude de paciência e mansidão foi um testemunho vivo para todos em sua casa e para os habitantes da cidade de Gerar (cf. Gn 26:26-28).

“Sê tu um padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pu­reza” (1Tm 4:12); esta é a exortação de Paulo a Timóteo. Sem dúvida, esta é a mais eficiente maneira do Espirito Santo levar nossos filhos a Deus, isto é, fazendo das nossas próprias vidas um bom exemplo. Sejamos, portanto, sal da nossa família; sejamos luz em nossa casa.

4. Ensinando a Palavra de Deus. A Bíblia é a única semente que, com certeza, produz o “fruto do Espírito”, se plantada adequadamente no coração humano. Não é o conselho de psicólogos, as belas palavras de poetas e autores, os dizeres de homens sábios, ou de outros, mas a pura Palavra de Deus. Tomemos como base o trecho de Deuteronômio 11:18-21. Através dessa passagem, vejamos como o Senhor Deus, o instruidor da família, determina a maneira pela qual os pais devem ensinar a sua Palavra aos filhos:

- Ensinando-lhes a guardar a Palavra no coração e na alma - “Ponde estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma”(Dt.11:18). Não é decorar. É, antes de tudo, ter a Palavra bem arraigada no íntimo do ser, para poder ensiná-la aos filhos. O coração é o órgão em que se refletem as emoções, os sentimentos. A alma é a sede, o centro da personalidade, do ser. Assim, a Palavra de Deus deve encontrar lugar central e importante na vida dos pais. Deve fazer parte do seu viver, pois “do coração, procedem as saídas da vida”(Pv 4:23).

- Ensinando-lhes a ter a Palavra de Deus na mão - “Ponde as minhas palavras... na vossa mão”. Deus quer que os pais pratiquem com as mãos o que a Palavra manda. As mãos falam de ação, de fazer coisas, de agir. Deus quer que os pais usem a Palavra no seu lar, para poderem construir uma família bem edificada. Se o amor é a argamassa, a Palavra de Deus é o cimento que a faz consistente.              

- Ensinando-lhes a ver as coisas através da Palavra - “... para que esteja por testeiras entre os vossos olhos”(Dt 11:18). A “testeira” era parte da indumentária que caía sobre a testa, entre os olhos. Ficava junto dos olhos. Segundo a vontade de Deus, os pais deveriam olhar a vida, a casa, o lar, o trabalho, os filhos, tudo, enfim, sob o prisma da Palavra. Ela deve estar junto dos olhos. Isso quer dizer que os pais devem observar as coisas conforme a Palavra de Deus.

- Ensinando-lhes a Palavra “andando pelo caminho” – “Ensinai-os... andando pelo caminho”(Dt 11:19). Isto nos fala que o ensino não deve ficar restrito ao ambiente interno do lar, que deve acompanhar os filhos “pelo caminho”, ou seja, fora de casa.

5. Levando os filhos à igreja. Levar os filhos à igreja não é sim­plesmente acompanhá-los até a porta e deixa-los lá, para buscá-los mais tarde. Também não é correto deixar o cônjuge e os filhos em casa e ir sozinho à igreja. Toda a família deve estar presente aos cultos de celebração, de oração e à Escola Dominical.

Muitos pais, por motivos de trabalho, não podem estar presentes durante a semana e em alguns domingos pela manhã na igreja, mas por terem maior disponibilidade de tempo, os avós podem e devem ensinar e levar seus netos às programações de suas igrejas.

Veja o belo conselho de Paulo a seu filho Timóteo: “Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste e que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus” (2Tm 3:14,15). Timóteo aprendeu desde pequeno e nunca mais esqueceu, e tudo isso iniciou na infância.

Existem exemplos na Bíblia de pais que levavam os seus filhos à Igreja. Destacamos, como exemplo, Elcana e sua esposa Penina (1Sm 1:3,4). Costumeiramente eles levavam todos os seus filhos e filhas, ao local de adoração. Eles sabiam que toda a sua família precisava participar do culto ao Senhor. Também, o próprio Jesus, embora sendo Deus, era conduzido regularmente por seus pais ao Santo Templo (cf. Lc 2:22,41,42). Levemos, pois, nossas crianças à igreja e ensinemo-las a amar a Deus e a ter comunhão com os demais membros.

III. EVANGELIZANDO O CÔNJUGE

Quando a fé cristã entra em um lar descrente, ela deve ser uma ponte de novas bênçãos e não de novas desavenças. O fato de um cônjuge incrédulo viver com um cônjuge crente possibilita a esse cônjuge incrédulo conhecer o evangelho e ser abençoado por ele. O cônjuge incrédulo é trazido para mais perto de Deus ao conviver com um cristão na mesma casa.

Como evangelizar o cônjuge não cristão?

1. Com nova postura. Quando passamos a ter Jesus como nosso único e suficiente Senhor e Salvador, passamos a viver como o patriarca Jó: reto, sincero, temente a Deus e que se desviava do mal (Jó 1:8; 2:3). Isso será demonstrado através de nossa conduta, em nosso viver diário. Em Jesus Cristo nos tornamos novas criaturas (2Co 5:17). Fomos gerados novamente pelo Espírito Santo e passamos a viver uma nova vida. Não vivemos mais segundo a carne, cumprindo os seus desejos malignos. Como novas criaturas, produzimos novos frutos, ou seja, novas ações, pois agora somos guiados e dirigidos pelo Senhor. Nossas atitudes são como frutos. Elas nos identificam, revelando o nosso caráter cristão (Gl 5:22). A Palavra de Deus deixa claro que uma árvore boa não pode produzir mau fruto (Mt 17:17), pois vai contra a sua natureza, sua essência. Assim também acontece conosco.

Os atos falam mais alto do que as palavras. Por isso é que dizem que a pregação com a nossa vida, com os nossos atos são mãos penetrantes do que as palavras. Cada um de nós precisa entender que estamos em cena, e que nossas ações estão sendo observadas o tempo todo. Depois que entregamos a nossa vida a Cristo tornamo-nos pessoas marcadas, visadas; o mundo está apenas aguardando a primeira oportunidade para nos chamar de hipócritas. Satanás é o deus deste mundo e tenta explorar cada deslize nosso.

Portanto, portar-se como autêntico servo ou serva de Deus é uma maneira substancial de evangelizar o cônjuge descrente. Ele verá que em você há algo diferente, sua vida foi transformada de verdade, houve profunda mudança em seu caráter. E, dessa maneira, o incrédulo poderá até vir a se converter a Cristo.

2. Com bom testemunho. Se um cristão tem uma esposa incrédula, e esta consente em morar com ele, não deve deixá-la. Semelhantemente, a mulher que tem marido incrédulo, e este consente em viver com ela, deve ficar com o marido. Talvez possa ganhá-lo por meio de seu testemunho humilde e piedoso. A vida e o testemunho da pessoa convertida a Cristo influenciam esse lar para Deus. O cônjuge descrente se vê sob uma influência espiritual que contém a possibilidade da conversão.

Após a conversão, o nosso comportamento deve evitar toda a aparência do mal. Exorta-nos o apóstolo Paulo: “Abstende-vos de toda aparência do mal” (1Tes 5:22). A conduta do crente deve refletir a de uma pessoa transformada, que foi lapidada pelo poder do Espírito Santo.

O crente deve ter uma vida exemplar, quer em costumes, vestimentas, negócios, palavras, por estar sendo observado por outros. As pessoas do mundo podem não ler a Bíblia, mas certamente lerão a vida do crente, que deve ser uma carta viva a testemunhar do seu Senhor e Salvador Jesus Cristo. Está escrito: “Vivei, acima de tudo, por modo digno do Evangelho de Cristo” (Fp 1:27).

Portanto, o testemunho caracteriza-se pela prática de atos que são agradáveis a Deus, que demonstram obediência e reconhecimento da soberania do Senhor sobre a pessoa. Não é possível ter o testemunho de Jesus Cristo sem que se faça aquilo que o Senhor tem ordenado na Sua Palavra. O testemunho nada mais é que a expressão do amor à Palavra do Senhor (Ap 1:2,9; 6:9; 12:11,17).

Não esqueçamos que o bom testemunho, a boa conduta do cristão, começa no lar, nas pequenas atitudes. O cônjuge descrente precisa perceber a mudança realizada por Jesus em sua casa através da conversão do outro cônjuge.

CONCLUSÃO

Oro a Deus para que as famílias cristãs prossigam com entusiasmo na missão de evangelizar. Os esposos evangelizando-se mutuamente, os pais evangelizando os seus filhos, os filhos evangelizando os pais; enfim, famílias inteiras evangelizando outras famílias com renovado ardor missionário, cumprindo o Ide de Jesus Cristo.

--------

Luciano de Paula Lourenço

Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com

Referências Bibliográficas:

Bíblia de Estudo Pentecostal.

Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.

Comentário Bíblico popular (Novo Testamento) - William Macdonald.

Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal. CPAD.

Guia do Leitor da Bíblia – Lawrence O. Richards.

Revista Ensinador Cristão – nº 67. CPAD.

Ev. Dr. Caramuru Afonso Francisco. Evangelização – a Missão máxima da Igreja. PortalEBD_2007.

Rev. Hernandes Dias Lopes. Atos. A ação do Espírito Santo na vida da igreja.

O desafio da Evangelização. Pr. Claudionor, de Andrade. CPAD.

Orlando Boyer. Esforça-te para ganhar almas. Ed. Vida.

Pastor Joel Santana. Como evangelizar os católicos.

Princípios de Deus para o casamento – Rev. Hernandes Dias Lopes.

A Família Cristã e os ataques do inimigo – Elinaldo Renovato. CPAD.

FONTE: http://luloure.blogspot.com.br/

domingo, 21 de agosto de 2016

ESCOLA BIBLICA DOMINICAL EVANGELIZAÇÃO



Aula 09 - A EVANGELIZAÇÃO DE CRIANÇAS

3º Trimestre/2016

 Texto Base: Mateus 18:2-6; Marcos 10:13-16

"Assim também não é vontade de vosso Pai que estás nos céus, que um destes pequeninos se perca" (Mt 18.14).

INTRDOUÇÃO

Quando Jesus ordenou para ir e fazer discípulos de todas as nações e ensiná-los a obedecer a tudo quanto Ele ordenou, certamente Ele quis incluir as crianças. As crianças precisam ser evangelizadas e discipuladas para que tenham um encontro pessoal com Jesus Cristo. Elas devem ser evangelizadas desde a mais tenra idade. Neste sentido, a criança precisa aprender sobre Deus desde cedo por intermédio dos seus pais. No capítulo seis de Deuteronômio, as Escrituras declaram que é tarefa dos pais conduzirem seus filhos no conhecimento de Deus. Quando você está segurando pela primeira vez em seus braços o filho dado por Deus é a hora de começar os seus esforços para ganhar esta criança para o Senhor Jesus Cristo. Quanto mais cedo a criança for evangelizada, maior será a sua chance de escapar dos perigos físicos, morais e espirituais que a rodeiam.

No Novo Testamento nós encontramos duas nobres senhoras, cuja fé influenciou uma criança que se tornou um dos valorosos homens do início da fé cristã. Seu nome: Timóteo. Ele foi um homem em que residia uma fé viva em Deus. Que passado e instruções ele teve para ser aquele tipo de cristão? A resposta a esta pergunta está em 2Tm 1:5: "trazendo à memória a fé não fingida que em ti há, a qual habitou primeiro em tua avó Lóide, e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti". Aqui mostra uma senhora que cria em Deus. Ela passou essa fé confidente à sua filha Eunice, e esta passou a sua fé a Timóteo.

Timóteo foi criado em Listra, região localizada na parte central da nação que hoje é conhecida por Turquia, bem longe do templo de Deus em Jerusalém. Não há nenhuma referência sobre a fé do pai de Timóteo, mas há uma enfática recomendação à fé de sua mãe. Portanto, podemos concluir que o pai de Timóteo não era crente. O que faltara na instrução espiritual de seu filho foi suprido pelos ensinamentos maternos. Está registrado em 1Tm 3:15: "e que desde a tua meninice sabe as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus". Naquela casa havia um pai que não mostrava interesse nos assuntos bíblicos, mas ali estava uma mulher que tinha uma fé pura e preciosa no Deus da Bíblia. Desta maneira, enquanto o pai se preocupava com outras coisas, a fidelidade materna ensinava a seu filho os ensinos registrados nas Sagradas Escrituras. Ele aprendeu a história da criação, do dilúvio nos dias de Noé, dos detalhes sobre o Êxodo de Israel do Egito, dos ministérios e das mensagens dos profetas, do livramento de Daniel da jaula dos leões e de muitas outras coisas que ensinamos aos nossos filhos hoje. E ele nunca se desviou daqueles ensinos. Timóteo tornou-se um evangelista e foi um ardoroso companheiro do apóstolo Paulo em seu trabalho de evangelização. Ele foi fiel ao seu ministério. E o crédito disso estava depositado na criação dada por sua mãe e sua avó. A evangelização das crianças é mais do que prioritário, é urgentíssima.

I. A CRIANÇA É PECADORA E PODE PERDER-SE

Se a criança não entrar pela porta da salvação, a sua condição diante de Deus em nada difere da posição de um pecador adulto, elas estarão perdidas se não aceita­rem a Cristo. Nosso Senhor deu-nos o dever, como cristãos, de trazê-las a Cris­to para a salvação.

1. A criança é nascida em pecado. Todos os seres humanos vêm ao mundo na condição de pecadores. Isto é consequência do pecado de Adão, conforme disse o apóstolo Paulo em Romanos 5:12 – “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram”. Davi era cônscio desta situação, por isso argumentou: "Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe" (Sl 51:5). E no Salmos 58:3, ele corrobora a ideia de que o coração do homem é desviado desde o ventre - “Desviam-se os ímpios desde a sua concepção; andam errados desde que nasceram, proferindo mentiras”. Portanto, a criança nasce em pecado e herda uma natureza pecaminosa.

Jesus não nos diz em que idade uma criança estará perdida (pois todos acre­ditam que a salvação de bebês está garantida pela obra de Cristo na cruz), mas que cada uma delas passa aquela linha invisível é um fato evidente. Ao passar a linha divisória entre a inocência e a consciência, toda criança está perdida ou logo estará, se não for trazida a Cristo como uma pecadora que precisa ser salva por Ele. Assim sendo, a única coisa razoável e segura a se fazer é levar cada criança a crer em Cristo como único Senhor e Salvador, o mais cedo possível. Assim que uma criança sabe a diferença entre o certo e o errado, assim que ela mostra evidên­cias de uma consciência de culpa quando faz coisas erradas, ela tem idade suficiente para que expliquemos como Deus a ama e como Jesus morreu por seus pecados. Ela é adulta o suficiente para que expliquemos como Deus em Sua palavra promete que perdoará nossos pecados, e que Jesus virá morar dentro de nosso coração se nós O aceitarmos como nosso Salvador (Mt 18:11,14).

2. A alma da criança está em perigo. Mateus 18:10-14 mostra com clareza que uma criança pode se perder, se não for levada a Cristo. No versículo 10 Jesus está falando das crianças – “Vede, não desprezeis a qualquer destes pequeninos...”. No verso 11 Ele diz: “Porque o Filho do Homem veio salvar o que se tinha perdido”. E no versículo 14 Ele conclui: “Assim também não é vontade de vosso Pai, que está nos céus, que um destes pequeninos se perca". Por que Jesus diria isto se não houvesse a possibilidade das crianças se perderem? Sua declaração leva-nos a crer que a alma infantil corre perigo, caso ela não seja levada a crer em Jesus Cristo, como único Senhor e suficiente Salvador.

Em Mateus 18:12-14, Jesus nos fala da parábola da ovelha perdida, que vem logo após o verso que declara que as crianças podem se perderem. Nestes versos Ele diz que é dever dos discípulos ir atrás e encontrar as crianças perdidas, trazendo-as para o aprisco, como faria um bom pastor se somente uma de suas ovelhas se perdesse.

Muitos que creem na conversão de crianças insistem que não devemos fazer nenhum esforço para trazê-las a Cristo, e que o Espírito Santo deve cuidar delas até que elas vão por si mesmas a Cristo, ou venham a nós desejando ser conduzidas a Ele. Jesus desfez totalmente estas falsas teorias que são responsáveis por grande número de crianças não terem aceitado a Cristo ainda, crianças que teriam sido conduzidas a Ele se tivéssemos cumprido nosso dever ao invés de empurrar esta responsabilidade para o Espírito Santo e para as próprias crianças. Como uma ovelha perdida poderia voltar para o aprisco sozi­nha sem ajuda do pastor? O pastor, nesta parábola, é o próprio discípulo de Jesus Cristo. E já que Jesus dirigiu este ensinamento a todos os seus discípu­los, a responsabilidade de evangelizar as crianças recai sobre todos nós.

Alguém poderá questionar: “e a questão da inocência, como fica?”. Segundo o pastor Claudionor de Andrade, a criança é inocente apenas no sentido de que não tem consciência do pecado, por ser, ainda, mental e moralmente incapaz de praticá-lo. Embora portador do pecado original, não tem o pecado experimental. Por isso, dizemos que a criança está na "idade da inocência". Se ela vier a morrer nesse estado, irá para o céu, porquanto Deus não leva em "conta os tempos da ignorância" (At 17:30a). Todavia, a partir do momento em que a criança passa a distinguir entre o bem e o mal, torna-se culpada de seus erros e enquadra-se no restante do versículo: "anuncia agora a todos os homens, em todo lugar, que se arrependam" (At 17:30b).

É válido ressaltar que a salvação não tem a ver com faixa etária. Nenhuma pessoa é salva por ser criança ou velha, mas por crer no Senhor Jesus. Quando uma criança morre antes da idade da razão, ela vai para o Céu não por ser criança, mas porque o Espírito Santo aplica nela a obra da redenção. Nenhuma criança entra no Céu pelos seus próprios méritos, mas pelos méritos de Cristo.

3. O compromisso dos pais de dedicarem seus filhos a Deus. Abençoada é a criança que é dedicada a Deus. O exemplo bíblico clássico de dedicação de uma criança a Deus é encontrado no primeiro capítulo do livro de 1Samuel. Ali fala acerca de um homem chamado Elcana e sua mulher Ana. Eles eram hebreus que viveram há muito tempo atrás, pelo menos mil anos antes de Cristo nascer. Ana queria ter um bebê, mas ela era estéril. Mas no tempo determinado por Deus ela ganhou o seu bebê, o seu filho tão desejado. E ela dedicou seu filho a Deus. Ana dedicou seu filho a Deus antes mesmo dele nascer. Ela ofereceu um voto ao Senhor: "Senhor dos Exércitos, se benignamente atenderes para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva não te esqueceres, mas à tua serva deres um filho varão, ao Senhor o darei por todos os dias de sua vida" (1Sm 1:11). Ditosa é a criança se nasce em um lar que a mãe ora por ela, que o pai está comprometido em criá-la nas coisas de Deus. Essa criança terá um feliz e abençoado prospecto de vida.

Entenda que Ana, quando fez o voto, não estava tentando fazer um negócio com Deus, nem estava tentando suborná-lo, ao fazer o que ela queria. Seu solene voto era de obedecer a Deus ao criar a criança, se Ele fosse gracioso para com ela, fazendo-a frutífera para ter um filho. No devido tempo ela concebeu e quando o pequeno bebê nasceu nove meses depois, ela o chamou de "Samuel". Na linguagem antiga a palavra Samuel significava “pedido a Deus”. Ela explicou que havia lhe dado aquele nome "porque eu o tenho pedido" (1Sm 1:20). Toda vez que ela chamava seu nome lembrava-se de seu pedido e do seu voto a Deus a respeito da criança.

O voto de dedicação de Ana foi por toda a vida de seu filho. Quando ele foi desmamado e podia viver sem sua mãe, ela e seu marido o levaram ao sumo sacerdote de Deus em Siló, com esta explicação: "por este menino orava eu e o Senhor me concedeu a minha petição que eu lhe tinha pedido. Pelo que ao Senhor eu o entreguei por todos os dias que viver, pois ao Senhor foi pedido" (1Sm 27:28). Ela lembrou-se e cumpriu o seu voto.

Ana dedicou seu filho a Deus para servi-lo. Ele viveu no tabernáculo e trabalhou como assistente dos sacerdotes. Mas Deus tinha planos maiores para o rapaz. Nos anos da adolescência de Samuel o Senhor falou com ele e o chamou para o ofício de profeta. Samuel falou por Deus, julgou o povo em nome de Deus, ensinou as leis de Deus e ungiu a dois reis da nação de Israel, Saul e Davi.

Outro exemplo de homem grandemente usado por Deus, que foi dedicado a Ele por seus pais antes mesmo do nascimento, foi Sansão. Os pais de Sansão o dedicaram a Deus e ele se tornou um grande juiz e líder (Juízes 13).

Outro exemplo: Zacarias e Isabel dedicaram seu filho ainda não nascido a Deus e ele tornou-se grande profeta, conhecido como João o Batista, o qual anunciou Jesus ao mundo (Lucas 1).

Estes exemplos mostram alguma coisa acerca do compromisso dos pais que dedicam seus filhos a Deus, compromisso que segue por toda a vida da criança, influenciando-a para o bem e para as coisas de Deus.

Prezado irmão em Cristo, os seus pais dedicaram você a Deus quando do seu nascimento? Se fizeram, viva por esse compromisso. Caso contrário, ainda não é tarde. Você pode oferecer-se a Deus em uma humilde entrega à Sua vontade. Confie em Jesus como seu Salvador pessoal. Renda-lhe o controle de sua vida como seu Senhor. Ele lhe receberá, purificará e usará você como uma benção para muitos. Igualmente, dedique a Deus cada um dos filhos que Ele te deu.

II. A CRIANÇA PODE CRER E SER SALVA

Muitos questionam se as crianças de 6 ou 8 ou 10 anos podem aceitar a Cristo e ser regeneradas pelo Espirito Santo. Quando lemos em João 1:12 a promessa que “a todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus”, não encontramos ali nenhum limite de idade. Uma criança pode perfeitamente se qualificar para se apropriar dessa promessa.

1. Os pequeninos creem em Cristo. As crianças precisam da Salvação? Em Mateus 18:11, Jesus ainda está falando de crianças, quando Ele diz “que Ele veio para salvar os perdidos”. No versículo 14, Ele diz que não é a vontade do Pai que elas pereçam, deixando claro que as crianças vão perecer se não forem levadas a Cristo. Se acreditamos no que a Palavra de Deus diz aqui, nós nunca descansaremos enquanto não virmos nossas crianças, e as crianças pelas quais somos responsáveis, se converterem.

Qual a idade para uma criança crer em Cristo? Certa feita, os discípulos perguntaram a Jesus quem seria o maior no reino dos céus (Mt 18:1). Antes que Jesus respondesse, Ele cha­mou uma criancinha e a colocou entre os discípulos, usando-a para lhes dar uma lição concreta. Tudo o que Ele disse a seguir seria sobre aquela criança ou sobre outras semelhantes a ela. Por esta razão, é importante saber a idade daquela criança. Mateus diz que a criança era pequena, mas não muito pequena, pois aquela não fora a ocasião em que Jesus tomou crianças nos braços e as abençoou (Lc 18:15-17). Aquela criança era pequena, porém, não um bebê de colo. Marcos 9:36 esclarece um pouco mais a questão da idade da criança quando diz que Jesus a tomou em seus braços. Não é natural que um homem tome uma criança em seus braços, a menos que ela seja bem nova. Esta criança tinha provavelmente 6, 7 ou 8 anos, talvez menos, porém não mais que 10 anos. Era desta idade de crianças que Jesus estava falando em Mateus 18:2: "E Jesus, chamando uma criança, a pôs no meio deles".

Jesus disse que receber uma criança em Seu nome (espiritualmente) é como receber a Ele mesmo. Marcos 9:37 põe ainda mais ênfase nesta afirmação: re­ceber uma criança é como receber a Deus Pai. Por que nosso Senhor valoriza tanto uma criança? A resposta é simples. Cada criança tem uma alma imortal. Ela vai passar a eternidade em algum lugar e se ela crescer no pecado, e não aceitar Cristo em sua vida, ela não vai passar a eternidade no Céu.

Muitos dos melhores crentes hoje - sejam leigos, ministros ou missio­nários -, acreditam que realmente nasce­ram de novo quando eram crianças, muitos até com menos de seis anos de idade. Portanto, levar crianças a Cristo é um trabalho tão maravilhoso quanto levar adultos a Cristo.

2. Como levar uma criança a Cristo. Uma criança deve ser levada a Cristo exatamente da mesma maneira que um adulto. Entretanto, é de bom alvitre utilizar uma linguagem bastante simplificada, de maneira que a criança possa entender. É notório que a mensagem Bíblica, se apresentada de forma simples e apropriada, as atrai fortemente.

Explique que nem todas as pessoas vão para o Céu, e que o pecado impede todos os que pecaram de entrar no Céu - “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3:23). Então, com muito jeito, faça-a entender que ela pecou e que nós não somos bons o suficiente para entrar no Céu, e que não podemos nos salvar por nós mesmos, e que somente o Senhor Jesus Cristo pode nos salvar.

Conte como Jesus morreu na cruz, como o Seu sangue verteu e pagou a pena por nossos pecados. Deixe claro que Jesus está disposto e ansioso para salvar-nos neste exato momento. Explique estas verdades usando a Palavra de Deus.

Utilizar exemplos de crianças na Bíblia Sagrada, tal como Timóteo, que era apenas um menininho quando aprendeu as sagradas letras (2Tm 3:15), e que, mais tarde, ao ouvir o Evangelho através de Paulo, aceitou prontamente Cristo, tornando-se útil ao Reino de Deus (At 16:1-4; 2Tm 3:14-17). No Antigo Testamento, também encontramos crianças que conheciam a Deus e fielmente o serviam – exemplos: Miriã, irmã de Moisés; Samuel; a escrava de Naamã (Êx 2:4-8; 1Sm 2:11,18,26; 2Rs 5:2,3).

A criança deve ser levada a aceitar pessoalmente a salvação como dom de Deus. Se o Senhor Jesus não for recebido pessoalmente, a criança não será salva. Tome cuidado para que a decisão não seja forçada ou para que ela não a faça simplesmente porque alguma outra crian­ça esteja fazendo. Explique que a salvação é um dom, um presente (Rm 6:23: Ef 2:8). Pergunte se ela quer se arrepender, afastar-se dos seus pecados e entregar a sua vida a Jesus para que Ele a salve.

A melhor maneira de produzir esta acei­tação é levar a criança a orar, dizer a Jesus que está triste por causa dos seus pecados, pedir-lhe para perdoá-la, salvá-la e vir morar em seu coração. Faça com que ela diga ao Senhor Jesus que a partir deste momento ela O receberá como seu Salvador pessoal. Depois leve-a a agradecer a Jesus por ser seu Salvador.

Leve a criança a fazer uma confissão pública de Cristo como seu Salvador. Esta confissão pode ser feita primeiramente para a pessoa que está trabalhando com ela e mais tarde para os seus amigos. Além disso, a criança deve ser levada a fazer a confissão unindo-se a uma igreja fundamentada na Palavra de Deus.

3. Onde evangelizar crianças (1). A evangelização infantil pode ser feita em qualquer lugar onde haja crianças. Podemos alcançá-las promovendo eventos que reúnam milhares delas, ou pessoalmente, onde quer que se encontrem. Na rua, no ônibus, em ambientes fechados ou ao ar livre, a criança está sempre pronta a ouvir a maravilhosa história do amor de Deus.

1. No lar. O lar é o primeiro e mais importante campo evangelístico, onde os pais devem, o quanto antes, levar ao Salvador cada um de seus filhos. Esta é uma grande responsabilidade e um glorioso privilégio.

Os pais nunca devem deixar que outras pessoas sejam responsáveis pelo bem-estar espiritual de seus filhos. Deus deu a responsabilidade das almas dos fi­lhos para os pais. Na verdade, as Escri­turas se dirigem ao pai quando tratam desta obrigação - “Pais, não provoqueis os vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor” (Ef 6:4). Os pais têm a responsabilidade de instruir os filhos. Quando as esposas apoiam seus maridos e o homem assume as suas responsabilidades na casa, o lar não se desfaz.

Deus dá boas instruções de como ganhar os filhos para uma vida de confiança em Jesus Cristo. Em Deuteronômio 6:6-9 nós lemos as seguintes ins­truções: “E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; e as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por testeiras entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas”. Enquanto estiver comendo ou con­versando no lar, enquanto estiver dirigindo ou trabalhando, nós devemos nos lembrar das palavras de Deus. Se amarmos o Senhor, amaremos os Seus mandamentos, e desejaremos guardá-los. Fazendo isto você estará en­sinando os seus filhos a fazer o mesmo. Eles precisam deste ambiente para pre­pará-los para o dia em que terão que fazer o seu compromisso com o nosso Senhor Jesus Cristo e ser fiel a isso.

Isto requer esforço, mas vale a pena. Tudo que você tem hoje um dia perderá o valor. Você não pode levar a sua bela casa, a sua mobília ou o seu novo carro consigo para o Céu. Mas pode levar seus filhos com você. Nada do que você puder fazer para ajudá-los a colocar a sua fé em Jesus Cristo lhe será caro demais. Pense nisso! Quando um filho é ganho para Cristo no lar ele passa a amar aquele lar. O lugar onde uma pessoa “nasce de novo” frequentemente se torna um lugar especial para ela.

2. Na igreja. Os pequeninos podem ser evangelizados em trabalhos específicos, como as Escolas Bíblicas de Férias, os cultos infantis e as classes da Escola Dominical apropriadas à sua faixa etária. Todos esses trabalhos reúnem crianças com o objetivo de evangelizá-las e admoestá-las na Palavra. Entretanto, o mais eficaz desses trabalhos é a Escola Dominical. Como bem definiu o Pr. Antônio Gilberto, a Escola Dominical é a maior agência ganhadora de almas do Reino de Deus. O bom professor não descuida do fato de que, em sua classe, há dois tipos de alunos: o salvo e o não salvo - o que já se decidiu por Cristo e o que é apenas filho de crente. Ele sabe que o ensino bíblico ministrado às crianças tem como finalidade primordial salvar-lhes a alma e, então, fazê-las crescer na graça e no conhecimento de Deus. Por isso, o professor fiel sempre incluirá em suas lições o plano da salvação e o convite para receber Cristo.

Contudo, além das atividades específicas às crianças, os pastores não devem esquecer-se delas nas outras reuniões da igreja. Por mais que pareçam inquietas no banco ou desatentas no colo da mãe, elas estão ouvindo e aprendendo, seja pela pregação da Palavra, seja através dos cânticos. O pastor que ama Jesus sempre se dirigirá ao coração dos cordeirinhos, a quem Ele mandou apascentar (João 21:15).

3. Nos orfanatos e hospitais. Visitas a orfanatos, acompanhadas de doações materiais, ou programações recreativas, são outra forma de alcançar crianças que, talvez, jamais venham a frequentar uma igreja ou ouvir falar do Salvador. Nos hospitais, em uma visita rápida e bem planejada, é possível apresentar Jesus a crianças que estão sofrendo e, assim, impedir que partam deste mundo sem salvação. Além do mais, poderemos orar, rogando ao Pai que, se for da sua vontade, cure-as de suas enfermidades. Lembramos que essas visitas só podem ser feitas com permissão dos responsáveis.

4. Através da alfabetização evangelizado­ra. Quando Robert Raikes fundou a Escola Bíblia Dominical em 1780, o seu objetivo inicial foi a evangelização dos menores que viviam nas ruas da cidade de Gloucester. Todavia, ele não se limitou a evangelizar as crianças de Gloucester. Juntamente com o ensino da Palavra de Deus, ensinava-as a ler e a escrever, a fim de as engajarem na sociedade inglesa. Uma estratégia que ainda pode ser aplicada, hoje.

III. O LUGAR DAS CRIANÇAS NO REINO DE DEUS (Mc 10:13,14) (2)

“E traziam-lhe crianças para que lhes tocasse, mas os discípulos repreendiam aos que lhas traziam. Jesus, porém, vendo isso, indignou-se e disse-lhes: Deixai vir os pequeninos a mim e não os impeçais, porque dos tais é o Reino de Deus”.

O Reino de Deus é o domínio de Deus no coração e na vida do ser humano com todas as bênçãos que resultam desse domínio. Entrar no Reino é ser salvo, é ter a vida eterna. Receber o Reino de Deus como uma pequena criança significa aceitá-lo com simplicidade e confiança genuína, bem como humildade despretensiosa.

1. Reconhecendo a necessidade de trazer a criança a Cristo - “E traziam-lhe crianças para que lhes tocasse...” (Mc 10:13). Percebe-se neste texto que as crianças não vieram, elas foram trazidas. Algumas delas eram crianças de colo, outras vieram andando, mas todas foram trazidas. Os pais ou mesmo parentes reconheceram a necessidade de trazer as crianças a Cristo. Eles não as consideraram insignificantes nem acharam que elas pudessem ficar longe de Cristo. Esses pais olharam para seus filhos como benção e não como fardo, como herança de Deus e não como um problema (Sl 127:3). Na cultura grega e judaica, as crianças não recebiam o valor devido, mas no Reino de Deus elas não apenas são acolhidas, mas também são tratadas como modelo para os demais que querem entrar (cf. Mc 10:15). As crianças são modelos em sua humildade, dependência de outros, receptividade e aceitação de sua condição.

Nós entramos no Reino de Deus pela fé, como crianças: inaptos para salvar-nos, totalmente dependentes da graça de Deus; nós desfrutamos o Reino de Deus pela fé, crendo que o Pai nos ama e irá atender nossas necessidades diárias. Quando uma criança é ferida, o que ela faz? Corre para os braços do pai ou da mãe. Esse é um exemplo para o nosso relacionamento com o Pai Celestial. Sim, Deus espera que sejamos como crianças e não infantis.

2. Os que impedem as crianças de virem a Cristo (Mc 10:13) – “...mas os discípulos repreendiam aos que lhas traziam”. Aqui mostra que os discípulos de Cristo demonstraram dureza de coração e falta de visão. Em vez de serem facilitadores, se tomaram obstáculos para as crianças virem a Cristo. Eles não achavam que as crianças fossem importantes, mesmo depois de Jesus ter ensinado claramente sobre isso (Mc 9:36,37). Os discípulos devem ter julgado as crianças incapazes de discernir as coisas espirituais e assim procuraram mantê-las longe de Jesus.

À época de Jesus, dar atenção a uma criança era uma perniciosa perda de tempo, como beber muito vinho ou associar-se com os ignorantes. Somente com 13 anos um menino poderia tomar sobre si a responsabilidade de cumprir a Lei. Falamos para as crianças comportarem-se como os adultos, mas Jesus ensinou que os adultos devem imitar as crianças.

É evidente que os discípulos ainda não tinham compreendido a missão de Jesus nem a natureza do Reino de Deus. Eles repreendiam aqueles que traziam as crianças por acharem que Jesus não deveria ser incomodado por questões irrelevantes. Eles agiam com preconceito. Mas Jesus dirige aos discípulos de forma contundente: "Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus" (Mc 10:14). Jesus manda abrir o caminho de acesso a Ele para que as crianças possam vir. Aqui, também, Jesus encoraja os pais ou qualquer outra pessoa a trazer as crianças a Ele. As crianças podem crer em Cristo e são exemplo para aqueles que creem.

Nenhuma igreja pode ser considerada saudável se não acolhe bem as crianças. Jesus, o Senhor da Igreja, encontrou tempo para dedicar-se às crianças. Ele demonstrou que o cuidado com as crianças é um ministério de grande valor. Levá-las a Cristo é a coisa mais importante que podemos fazer por elas.

3. “Jesus indignou-se...” (Mc 10:14a). Jesus se indignou quando viu que os discípulos afastaram as crianças em vez de introduzi-las a Ele. Esse é o único lugar nos evangelhos onde Jesus dirige sua indignação aos discípulos, exatamente quando eles demonstram preconceito com as crianças. É a única vez que o aborrecimento de Jesus se direcionou aos próprios discípulos, quando eles se tornaram estorvo em vez de bênção, quando eles levantaram muros em vez de construir pontes.

A indignação de Jesus aconteceu concomitantemente com o seu amor. A razão pela qual Ele se indignou com os seus discípulos foi o seu amor profundo e compassivo para com os pequeninos, e todos os que os trouxeram. Uma ordem dupla reverte as atitudes dos discípulos: “Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis”.

Jesus fica indignado quando a igreja fecha a porta em vez de abri-la. Jesus fica indignado quando identifica o pecado do preconceito na igreja.

4. A revelação de Jesus - “... porque dos tais é o Reino de Deus” (Mc 10:14). Jesus manda abrir o caminho de acesso a Ele para que os pequeninos possam vir. O que Jesus quis dizer, quando disse que às crianças pertence o Reino de Deus?

a) Ele quis dizer que as crianças vêm a Cristo com total confiança. Elas creem e confiam. Elas se entregam e descansam. Devemos despojar-nos da nossa pretensa capacidade e sofisticação e retornarmo-nos para a simplicidade dos infantes, confiando em Jesus com uma fé simples e sincera. Jesus está dizendo que o Reino de Deus não pertence aos que dele se acham "dignos", ao contrário, é um presente aos que são "tais" como crianças, isto é, insignificantes e dependentes. Não porque merecem recebê-lo, mas porque Deus deseja conceder-lhes (Lc 12:32). Os que reivindicam seus méritos não entrarão nele, pois Deus dá o seu Reino àqueles que dele nada podem reivindicar.

b) Ele quis dizer que as crianças vivem na total dependência. Assim como as crianças descansam na provisão que os pais lhe oferecem, devemos também descansar na obra de Cristo, na providência do Pai e no poder do Espírito.

5. Como as crianças podem ser impedidas de virem a Jesus? Podemos listar algumas maneiras:

a) Quando deixamos de ensiná-las a Palavra de Deus. Timóteo aprendeu as sagradas letras que o tornaram sábio para a salvação desde sua infância (2Tm 3:15). A Bíblia diz: "Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele" (Pv 22:6). Os pais devem ensinar os filhos de forma dinâmica e variada (Dt 6:1-9).

b) Quando deixamos de dar exemplo a elas. Ensinamos as crianças não só com palavras, mas, sobretudo, com exemplo. Influenciamos as crianças sempre, seja para o bem ou para o mal. Escandalizar uma criança e servir de tropeço para ela é um pecado de consequências graves (Mc 9:42).

c) Quando julgamos que as crianças não merecem a nossa maior atenção. Os discípulos julgaram que aquela não era causa tão importante a ponto de ocupar um lugar na agenda de Jesus. Eles, na intenção de poupar Jesus e administrar sua agenda, revelaram seu preconceito contra as crianças e sua escala de valores desprovida de discernimento espiritual. Devemos ser facilitadores e não obstáculo para as crianças virem a Cristo.

CONCLUSÃO

Quando uma criança é salva, ela pode dedicar toda a sua vida a Cristo. É bom lembrar que o problema da alma infantil é o mesmo da alma adulta: o pecado que a separa de Deus (Rm 3:23). O caminho da salvação para ela é o mesmo apontado a todo pecador: Jesus Cristo, o Filho de Deus, morto em nosso lugar e ressurreto dos mortos (1Co 15:3,4). E quem a convencerá de seu pecado e operará nela o novo nascimento é o mesmo Espírito Santo que age no coração do adulto. Portanto, levar o evangelho às crianças é uma missão urgente e essencial, mormente se considerarmos o estado moral degradante que a sociedade está atravessando. Não podemos deixar as crianças em poder de uma cultura anticristã, pecaminosa e contrária à moral e aos bons costumes. Salve os pequeninos do inferno. Jesus também morreu por eles.

-----------------

Luciano de Paula Lourenço

Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com

Referências Bibliográficas:

Bíblia de Estudo Pentecostal.

Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.

Comentário Bíblico popular (Novo Testamento) - William Macdonald.

Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal. CPAD.

Revista Ensinador Cristão – nº 67. CPAD.

O desafio da Evangelização. Pr. Claudionor, de Andrade. CPAD.

Orlando Boyer. Esforça-te para ganhar almas. Ed. Vida.

(1) Adaptado do texto do Pr. Claudionor de Andrade. O desafio da Evangelização. CPAD.

(2) Adaptado do texto  do Rev. Hernandes Dias Lopes. Marcos, o Evangelho dos milagres. HAGNOS.

J. Irvin Overholtzer. Como ensinar o evangelho para as crianças.

FONTE: http://luloure.blogspot.com.br/